||| ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA    SANTIAGO DO CACÉM

 
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O Diário de Anne Frank
Patrícia Valente, 12º C

 

Todos os momentos em que abria o livro, tinha conversas sem fim à vista com alguém que só tinha vida naquele compasso de tempo. Sim, ela existiu na realidade e deixou o diário que permitiu a sua eternização.

Contava-me desde coisas banais, características do período da adolescência, até às atrocidades que os homens cometiam uns contra os outros. Foi pela ganância e pela sede de poder de alguns homens que a família dela, tal como tantas outras, se viu obrigada a alienar-se da sociedade. Viveram durante alguns anos confinados a um anexo (“o anexo secreto”). O diário, que serviu então de ponte entre nós foi o amigo, o confidente que Anne estava impedida de ter.

Por momentos, vi a guerra; vi-a com uns olhos que não os meus; vi-a pelo livro. Aquela foi a minha máquina do tempo. Fui para uma época que não a minha, para um complexo histórico-social que não o meu.

São testemunhos como os de Anne, que permitem à humanidade, ainda que psiquicamente, alcançar a dor e a destruição provocada pelos mais recônditos requintes de malvadez de que o homem é capaz, para que erros crassos como os da 2ª guerra mundial não se voltem a repetir.