||| ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA    SANTIAGO DO CACÉM

 
       ||| início

 

   


 

 


 


Autor em destaque

Março 2013 - 7º B

Jorge Amado

Pode enviar um texto/documento, sobre o autor ou sobre esta obra, para publicação neste site, para o  mail da Mediateca: mediateca.esmf@gmail.com
 

Biografia

Jorge Leal Amado de Faria nasceu em Itabuna no dia 10 de agosto de 1912 e faleceu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001.
Viveu em Itabuna a maior parte da sua infância e esta cidade serviu-lhe de inspiração para alguns dos romances que escreveu.
Estudou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro.
Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos da sua geração. Viveu exilado na Argentina, no Uruguai, em Paris e em Praga.
Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Como deputado, foi o autor da modificação que garantiu a liberdade religiosa. Também foi autor da modificação que garantia os direitos de autor. Por outro lado, votou com o (PCB) na modificação que proibia a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência.
Foi casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras, e teve três filhos: João Jorge, Paloma e Eulália.
Os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, crenças e tradições e a sensualidade do povo brasileiro são temas constantes nas suas obras.
As obras, 49 livros, voltadas para as suas raízes, são das mais significativas na ficção moderna brasileira.
Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos de autor dos seus livros.
O autor escreveu:
• Romances: O País do Carnaval (1930), Cacau (1933), Suor (1934), Jubiabá (1935), Mar morto (1936), Capitães da areia (1937), Terras do Sem-Fim (1943), São Jorge dos Ilhéus (1944), Seara vermelha (1946), Os subterrâneos da liberdade (1954), Gabriela, cravo e canela (1958), A morte e a morte de Quincas Berro d'Água (1961), Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso (1961), Os pastores da noite (1964), O Compadre de Ogum (1964), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), Tenda dos milagres (1969), Teresa Batista cansada de guerra (1972), Tieta do Agreste (1977), Farda, fardão, camisola de dormir (1979), Tocaia grande (1984), O sumiço da santa (1988) e A descoberta da América pelos turcos (1994);
• Poesia: A estrada do mar (1938);
• Biografias: ABC de Castro Alves (1941) e O cavaleiro da esperança (1942);
• Guia: Bahia de Todos os Santos (1945);
• Teatro: O amor do soldado (1947);
• Viagens: O mundo da paz (1951);
• Uma historieta infanto-juvenil: O gato Malhado e a andorinha Sinhá (1976);
• Um conto: Do recente milagre dos pássaros (1979);
• Memórias: O menino grapiúna (1982) e Navegação de cabotagem (1992);
• Literatura infantil: A bola e o goleiro (1984);
• Uma Fábula: O milagre dos pássaros (1997);
• Uma crónica: Hora da Guerra (2008).
 

É o autor mais adaptado da televisão brasileira. Verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, assim como Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Os seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.

Iniciou-se o processo de revisão da sua obra em 1995 pela sua filha Paloma e os livros ganharam um novo projeto gráfico.
Em 1951, recebeu o Prémio Stalin da Paz, depois renomeado para Prémio Lenine da Paz. Recebeu também títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal e Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela Sorbonne, em França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, na sua derradeira viagem a Paris, quando já estava doente.

7º B

 


Jorge Amado
O GAto Malhado e a Andorinha Sinhá, Lisboa, Leya, 2010

 

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Esta é a história de um gato e de uma andorinha que, sem darem por isso, se apaixonam. Nas estações de primavera e verão vivem a sua paixão proibida às escondidas. Por serem de mundos tão diferentes, estão condenados a não ficar juntos. O outono torna-se uma estação de sofrimento, pois os pais de Sinhá descobrem o seu segredo e arranjam um noivo para a Andorinha. No início do inverno, chega o dia mais triste da vida do Gato Malhado e também o último, pois o Gato não aguenta e dirige-se à gruta onde mora a cobra que o devora.

“(...) Febril, foi ao lago beber água e na água também enxergou a Andorinha que sorria. E a reconheceu em cada folha, em cada gota de orvalho, em cada réstia de sol crepuscular, em cada sombra da noite que chegava.(...)”

“Voou rente sobre o Gato Malhado, tocou-o de leve com a asa esquerda, ele podia ouvir os latidos do pequeno coração da Andorinha Sinhá. Ela ganhou altura, de longe ainda o olhou, era o último dia de Verão.”


“(...) porque uma Andorinha não pode casar-se com um Gato. Como já o fizera certo dia, voou sobre ele num vôo rasante, tocou-lhe com a asa esquerda - era a sua maneira de beijar – e ele não pode desta vez ouvir o bater do pequeno coração da Andorinha, tão fracos eram os seus latidos. Pelos ares ela se foi, não olhou para trás.”


7º B
 

 

 

Jorge Amado, o escritor e o personagem


Fonte: http://youtu.be/5DD0pZiD-yM acedido a 05/03/2013

 

Primavera 1 - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá


Fonte: http://youtu.be/-zKidr7xhCg acedido a 05/03/2013


O gato Malhado e a andorinha Sinhá
A montagem de uma peça de teatro

 
Fonte: http://youtu.be/GDqrnzIkQvE acedido a 05/03/2013

Os Direitos Inalienáveis do leitor

1
O direito de não ler

2
O direito de saltar páginas

3
O direito de não acabar um livro

4
O direito de reler

5
O direito de ler não importa o quê

6
O direito de amar os heróis dos romances

7
O direito de ler não importa onde

8
O direito de saltar de livro em livro

9
O direito de ler em voz alta

10
O direito de não falar do que se leu

in: Daniel Pennac, Como um Romance, Porto, Asa, 1994