||| ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA    SANTIAGO DO CACÉM

 
       ||| início

 

   


 

 


 


Autor em destaque

Janeiro 2013 - 12º F

Luís de Sttau Monteiro

Pode enviar um texto/documento, sobre o autor ou sobre esta obra, para publicação neste site, para o  mail da Mediateca: mediateca.esmf@gmail.com
 

Biografia

Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro nasce a 3 de Abril de 1926, em Lisboa. Aos dez anos de idade, vai viver para Inglaterra acompanhando o pai que era jurista e embaixador de Portugal.
Em 1943, regressa ao nosso país devido à demissão do pai do seu cargo diplomático, por Salazar. Licencia-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, mas exerce advocacia por pouco tempo.
Parte, de novo, para Inglaterra onde casa com uma inglesa e onde se torna corredor de fórmula 2. Retorna a Portugal e começa a colaborar em publicações como a revista Almanaque e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último cria a secção Guidinha, cujas redações são várias vezes cortadas pela censura.
Em 1960, por incentivo do seu amigo José Cardoso Pires, publica o romance “Um Homem Não Chora”, seguindo-se, em 1961, “Angústia para o Jantar” e a peça “Felizmente Há Luar!” Esta última é distinguida com o grande prémio de teatro mas a sua representação é proibida pela censura, acabando, no entanto, por se tornar um êxito.



Em 1967 escreve “A Estátua”, que lhe vale a prisão, no Aljube, pela PIDE, e em 1968 publica “A Guerra Santa” que o conduz à prisão de Caxias, por seis meses, onde redige “As mãos de Abraão Zacut”.
Na década de 70, adapta ao teatro com Artur Ramos, o romance “A Relíquia”, de Eça de Queirós, peça representada no Teatro Maria Matos e participa, enquanto membro do júri, no popular concurso televisivo «A Cornélia».
Em 1982 publica o romance “Agarra o Verão, Guida”, adaptado como novela televisiva com o título “Chuva na Areia”.
Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro morre a 23 de julho de 1993, em Lisboa.

12ºF

 

 
Luís de Sttau Monteiro
Felizmente há Luar, Porto, Areal, 2005

 

Felizmente há Luar

A obra Felizmente Há Luar! traduz a revolta de uma sociedade dominada pelo autoritarismo, pelo abuso de poder.
A história da peça passa-se no século XIX, em 1817, época de grande agitação social. Luís de Sttau Monteiro denuncia de uma forma subtil o clima de opressão e de injustiça social vivido durante o regime salazarista, através desta época particular da história.
O autor utiliza com grande mestria a chamada técnica da distanciação histórica, inspirada no teatro épico de influência brechtiana. Por meio deste recurso e da descrição das injustiças praticadas no início do século XIX coloca em destaque as desigualdades sociais, o medo, a opressão, as ameaças da PIDE impostos pelo Estado Novo, período testemunhado pelo próprio autor.
O mérito da peça reside na forma como promove no espectador uma atitude de reflexão e de crítica. O objetivo é despertá-lo para uma realidade, levando-o a pensar e a entender de forma clara a mensagem da peça, por meio de gestos, palavras, cenários, didascálias e focos de luz.
No final, a réplica de Matilde - Felizmente – felizmente há luar!, traduz simbolicamente a luz, a esperança de todos os oprimidos e a continuação da sua resistente e heróica luta pela liberdade.

12º F
 

 

"Vê-se a gente livre dos Franceses, e zás! Cai nas mãos dos Ingleses. E agora? Se acabamos com os Ingleses ficamos na mão dos reis do Rossio…"

"Um amigo do povo» e «um homem às direitas".

"Numa terra onde só cortam as árvores para que não façam sombra aos arbustos."

"Todos somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos."

"É verdade que a execução se prolongará pela noite, mas felizmente há luar…"


Luís de Sttau Monteiro, Felizmente há Luar, Porto, Areal, 2005
 

 

 

Luís de Sttau Monteiro - Documentário

 
Fonte: http://youtu.be/VreM1Q2hJ5U acedido a 11/01/2013


Felizmente há Luar - Peça de teatro (Gondomar)

 
Fonte: http://youtu.be/3U0ZBKq3PKw acedido a 11/01/2013

Os Direitos Inalienáveis do leitor

1
O direito de não ler

2
O direito de saltar páginas

3
O direito de não acabar um livro

4
O direito de reler

5
O direito de ler não importa o quê

6
O direito de amar os heróis dos romances

7
O direito de ler não importa onde

8
O direito de saltar de livro em livro

9
O direito de ler em voz alta

10
O direito de não falar do que se leu

in: Daniel Pennac, Como um Romance, Porto, Asa, 1994