in: Daniel Pennac, Como um Romance,
Porto, Asa, 1994
Autor do Mês
Novembro 2010 Mário Vargas Llosa
Biografia
Há muito que Vargas Llosa se
encontrava na lista dos candidatos ao Nobel, e este ano a
Academia Sueca decidiu coroar a sua vasta obra atribuindo-lhe o
maior galardão mundial para a literatura.
Da longa bibliografia destacam-se “A Casa Verde” (1967),
“Conversa na Catedral” (1969), “Pantaleão e as Visitadoras”
(1973), “A Tia Júlia e o Escrevedor” (1977) e “A Guerra do Fim
do Mundo” (1981), “História de Mayta” (1984), “Quem Matou
Palomino Molero?” (1986), “O Falador” (1987), “Elogio da
Madrasta” (1988).
A partir da década de 1990 escreveu, entre outros, “Como Peixe
na Água” (1993), “Os Cadernos de Dom Rigoberto” (1997), “Cartas
a Um Jovem Romancista” (1997), “A Festa do Chibo” (2000), o
“Paraíso na Outra Esquina” (2003), “Travessuras da menina má”
(2006), e “Diário do Iraque” (2007), o mais recente.
Nascido em Arequipa, no Peru, a 28 de Março de 1936, Jorge Mario
Vargas Llosa, já era reconhecido com um dos maiores escritores
em língua espanhola, com uma carreira também dedicada ao
jornalismo, ao ensaísmo e ao activismo político.
Filho único nascido numa família de classe média, estudou no
Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno,
experiência que servirá de tema do seu primeiro livro, “La
ciudad y los perros” (“A cidade e os cães”) (1963).
Estudou Letras e Direito na Universidad Nacional Mayor de San
Marcos, em Lima, e nos anos 1950 recebe uma bolsa de estudos
para estudar em Espanha, na Universidade de Madrid, onde obtém
um doutorado em Filosofia e Letras.
Como intelectual e escritor foi fortemente influenciado pelo
existencialismo do filósofo francês Jean Paul Sartre e também
pela obra do norte-americano William Faulkner.
Na área política, presidiu, em 1983, a uma comissão que
investigou a morte de oito jornalistas, no final dessa década
lançou um movimento liberal contra a desestatização da economia,
e em 1990 concorreu à presidência do país com a Frente Democrata
(FREDEMO), partido de centro-direita, mas foi Alberto Fujimori
que acabou por ganhar as eleições.
Na sequência dessa derrota, retomou a actividade literária em
Londres, cidade que mais tarde apreciaria pelo anonimato e a
calma que lhe proporcionava para poder escrever, mas também
dividiu residência por Paris, Barcelona e Madrid.
Foi galardoado, entre outros, com o Prémio Rómulo Gallegos
(1967), o Prémio Cervantes (1994), o Prémio Nacional de Novela
do Peru (1967), o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha
(1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na
Feira do Livro de Frankfurt (1997).
Em 1985 foi condecorado pelo governo francês com a Medalha de
Honra.
Depois da contestação ao governo de Fujimori, em 1993 pediu a
nacionalidade espanhola, mantendo também a peruana.
Aos 74 anos, Mário Vargas Llosa, membro da Real Academia
Espanhola da Língua, mantém-se ainda em intensa actividade como
romancista, crítico literário, colunista na imprensa, ensaísta,
dramaturgo e professor universitário.
Mário Vargas Llosa Travessuras da Menina Má, Lisboa, D. Quixote,2007,
306p.
Cota: 82 LLO
Travessuras da Menina Má
Na contracapa, a
pergunta: qual é a verdadeira face do amor? Se é
verdade que aquilo que nos é diferente causa
estranheza, posso dizer que foi isso o que
aconteceu comigo quando iniciei a leitura de
“Travessuras da menina má”. Afinal, estava
acostumada com a face do amor romântico. Aquele
dos filmes e novelas.
No livro, Ricardo, o “bom menino” que apenas
queria viver em Paris, com uma vida
pequeno-burguesa; apaixona-se pela “menina má”,
que não media esforços para ser rica,
riquíssima, usando de todas as artimanhas
femininas para conseguir. Dessa forma, tão
opostos, a “menina má” oferece a Ricardo
momentos de intensa felicidade e proporciona
outros de profundo desencanto.
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