||| ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA    SANTIAGO DO CACÉM

 
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Os Direitos Inalienáveis do leitor

1
O direito de não ler

2
O direito de saltar páginas

3
O direito de não acabar um livro

4
O direito de reler

5
O direito de ler não importa o quê

6
O direito de amar os heróis dos romances

7
O direito de ler não importa onde

8
O direito de saltar de livro em livro

9
O direito de ler em voz alta

10
O direito de não falar do que se leu

in: Daniel Pennac, Como um Romance, Porto, Asa, 1994

 

Autor do Mês
Abril 2010

Alexandre O'Neill

Biografia

Em Lisboa, a 19 de Dezembro de 1924, nasce o poeta Alexandre O’Neill, de nome completo, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões. Frequenta o Curso de Pilotagem da Escola Náutica em Lisboa, tendo-lhe sido recusada, devido à sua miopia, a cédula marítima. Termina assim, como aluno externo, o Curso Complementar de Letras do Liceu. Em 1946, entra como escriturário de 3ª classe na Caixa de Previdência dos Profissionais de Comércio em Lisboa, de onde sairá em 1952. Após um ano na Companhia de Seguros Metrópole, demite-se (1954), vindo a trabalhar na Sandoz.
Em 1948, integra o Grupo Surrealista de Lisboa, constituído por Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, Vespeira, Moniz Pereira, António Domingues e Fernando de Azevedo, experiência com que se estreou literariamente com o poema gráfico “A Ampola Miraculosa”. Em 1951, já afastado daquele movimento mas a cuja experiência ainda então se refere, publica a primeira colectânea de poemas, Tempo de Fantasmas, a que se seguiriam dez outras, a última das quais no ano da sua morte, bem como dois volumes de narrativas. Em 1958 publica No Reino da Dinamarca, em 1960, Abandono Vigiado, em 1962, publica Poemas com Endereço e em 1965, Feira Cabisbaixa e De Ombro na Ombreira. Em 1970, é editado um volume dos seus textos em prosa, escritos regularmente para a imprensa, sob o título As Andorinhas Não Têm Restaurante. Em 1972, publica Entre a Cortina e a Vidraça. Em 1978 escreve Jesus Cristo em Lisboa, em parceria com Mendes de Carvalho, tragicomédia inspirada na peça homónima de Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes. Em 1982, publica o volume Poesias Completas 1951/1981, que inclui um livro de 1981, As Horas já de Números Vestidas, obra que recebe “ex-aequo”, o prémio da Crítica de Literatura (Associação Internacional de Críticos Literários). Colaborou na década de sessenta nos suplementos literários Vida Literária, do Diário de Lisboa, e Cultura e Arte, d’O Comércio do Porto, e dirigiu com Palma-Ferreira e Carlos Ferreira a revista Critério (1975-1976). Regista-se ainda uma colaboração dispersa, entre outros, pelos seguintes jornais e revistas literárias: Litoral (1944-1945), Mundo Literário (1946-1948), Unicórnio (1951), Pentacórnio (1956), Europa (1957), Diálogo (1957-1958), Notícias do Bloqueio (1957-1962), Cadernos do Meio-dia (1958), Cronos (1965-1970), Sílex, de cujo conselho de leitura fazia parte (1980), e Jornal dos Poetas e Trovadores (1983). Morre em 1986, vítima de um acidente cardíaco.

Fonte: Assírio e Alvim, acedido a 12/04/2010

 


Alexandre O'Neill
Uma Coisa em Forma de Assim, Editorial Presença,1985,  229p.
Cota: 821.134.3''19'' ONE COI

 

Uma Coisa em Forma de Assim

São, portanto, textos previamente publicados na imprensa os que O’Neill reuniu, no ano de 1985, sob o engenhoso título Uma Coisa em Forma de Assim – como se quisesse lembrar-nos, assim como quem não quer a coisa, que não tinham sido vãos os já longínquos anos em que ajudara a fundar o Grupo Surrealista de Lisboa. Título que é um achado publicitário, também: a uma frase destas, logo o provável leitor pergunta, estranhando: “assim, como?” E de imediato arrebata do escaparate o livro, fazendo dele um tope de vendas – que não é o mesmo, avisa Alexandre O’Neill, do que um best-seller, ou besta célere. Por mais que se tente sacralizá-lo ou atribuir-lhe uma aura, em prol desse benefício cultural tão moralmente recomendável que se tornou A Leitura, um livro pode, ou não, ser um bem cultural. No caso negativo, poderemos chamar-lhe um mal cultural?  [Ler tudo ]


Fonte: Sindicato.Biz, acedido a 12/04/2010
 

Poemas de O'Neill

 Periclitam os Grilos, por Mário Viegas

 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=uWizqZOx7ro, acedido a 12/04/2010
 

Há Palavras que nos Beijam, por Luís Gaspar


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=mCsCinOI9HE, acedido a 12/04/2010
 

 

Poemas de O'Neill na música portuguesa

 

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=bhagDjqN_ww, acedido a 12/04/2010

 
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=WthnRS2EoBU, acedido a 12/04/2010