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Livros recomendados

Ensino Secundário - Literatura Portuguesa (inclui PALOP e Brasil)

 

Autor

Título (e hiperligação)

Género

Sinopse/Observações

Agualusa, José Eduardo

A rainha Ginga

(PNL-ES)

Romance

A incrível e verdadeira história de D. Ana de Souza (1583-1663). Senhora de um reino poderoso nos vastos sertões da costa ocidental da África, dizimado e reconstruído várias vezes, D. Ana exerceu o seu poder com inteligência e originalidade. Uma história de amor, sexo e poder.

Agualusa, José Eduardo

A Vida no Céu

(PNL-ES)

Romance

Quando o mundo acabou, fomos para o céu. Assim começa este romance. Na sequência de um desastre de proporções bíblicas – o Dilúvio -, os ricos das grandes cidades constroem enormes dirigíveis e vão viver para o céu. Os pobres improvisam balões, que prendem uns aos outros, ligados a redes, formando imensas aldeias flutuantes. Carlos Tucano nasce numa destas aldeias. É, portanto, um filho do céu. Esta é a sua história. Carlos deixa a aldeia onde nasceu e parte à procura do pai, desaparecido numa tempestade. Ao longo desta peregrinação, vai-nos dando a ver a vida no céu, com os seus prodígios, os seus mistérios, e também os seus desacertos, ao mesmo tempo que estabelece ligações com toda uma galeria de personagens extraordinárias – uma curandeira e sonhadora profissional sul-africana, um pirata indonésio arrependido, um navegador solitário cego, além de uma jovem adolescente rebelde, Aimeé, que conhece no mais belo dirigível do mundo – o Paris. Segundo o dicionário dos Nefelibatas, incluído no livro, as nuvens (água em estado onírico) são o alfabeto do céu. Este romance ajuda-nos a decifrá-las.

Agualusa,  José Eduardo

Nação crioula

Romance

A história de um amor secreto: a misteriosa ligação entre o aventureiro português Carlos Fradique Mendes – cuja correspondência Eça de Queirós recolheu – e Ana Olímpia Vaz de Caminha, que, tendo nascido escrava, foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola. Nos fins do século XIX, em Luanda, Lisboa, Paris e Rio de Janeiro, misturam-se personalidades, numa luta mortal por um mundo novo.

Agualusa,  José Eduardo

O Vendedor de Passados

(PNL-ES)

Romance

A história de um albino que mora em Luanda, Angola, e que traça árvores genealógicas a troco de dinheiro. Estranho ofício, estranho o personagem principal – o vendedor de passados falsos, Félix Ventura – e mais estranho ainda o narrador: uma osga, um tipo de lagartixa. É ela que vai contar como o albino Félix fabrica uma genealogia de luxo para os seus clientes. São prósperos empresários, políticos e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro assegurado, mas falta-lhes um bom passado. A vida de Félix anda muito bem, até que uma noite recebe a visita de um estrangeiro à procura de uma identidade angolana…

Agualusa,  José Eduardo

Teoria geral do esquecimento

 

Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício – do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção.

Alcoforado, Mariana

Cartas de amor de uma freira portuguesa

 

Epistolar

Cartas de amor (presumivelmente verdadeiras, pois a história é verídica) de uma jovem freira portuguesa do século XVII, dirigidas ao seu amante francês que a abandonou no convento.

Almada Negreiros, José

Antes de Começar

Dramático

A conversa entre duas marionetas que, ao descobrirem que se podem “mexer como as pessoas”, se vão a pouco e pouco descobrindo também a si próprias, momentos antes de começar o espectáculo de que fazem parte.

Almeida, Fialho de

A ruiva e outras histórias

Conto

A ruiva" ficciona um caso patológico, ao gosto naturalista: Catarina, a protagonista, filha de um coveiro bêbado e órfã de mãe, faz a aprendizagem da sensualidade e do vício com os cadáveres e no ambiente sórdido do seu bairro, até que lhe inculcam um amante, João, e depois cai na prostituição, vindo a morrer de sífilis.

Amado,  Jorge

Gabriela Cravo e Canela

(PNL-ES)

Romance

De uma sensualidade plena de alegria, enamorada da vida mesmo quando a vida a atraiçoa, a protagonista, Gabriela, transforma-se num símbolo da liberdade do amor, mulher enraizada na terra que a engendrou, dádiva de verdade que nem o mal nem o medo, a mentira e traição poderão calar.

Amado, Jorge

Teresa Batista

Romance

No sertão, perto da fronteira com a Bahia, aos treze anos incompletos, a órfã Tereza Batista é vendida pela tia a um fazendeiro pedófilo e brutal que a mantém cativa na  sua propriedade. Amadurecida precocemente, e do modo mais doloroso, a menina tornar-se-á uma mulher valente e decidida. Por meio de múltiplas vozes, Jorge Amado narra as muitas vidas de Tereza Batista, sobrevivente da barbárie – presidiária, prostituta, professora de primeiras letras, sambista de cabaré, amante de coronel, enfermeira e líder comunitária.

Amaral, Domingos

Quando Lisboa tremeu

Romance

Após o violento terramoto que atingiu Lisboa em 1755, incêndios colossais espalham-se pela cidade durante vários dias. Enquanto as autoridades começam a reorganizar a cidade, um pirata e uma freira fogem da Justiça, um capitão inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um menino de 12 anos procura a sua irmã gémea, subterrada sob os escombros. A catástrofe ocorrida no dia de Todos os Santos mudará a vida desse pequeno grupo de pessoas para sempre. As suas histórias, narradas de forma peculiar pelo pirata Santamaria, vão cruzar-se no meio do desastre que assolou Lisboa. Um belíssimo romance, dividido em quatro partes – Terra, Água, Fogo e Ar – ambientado num acontecimento real, sobre a destruição e o poder das forças da natureza e do destino. São essas forças que guiam o leitor através da história de vida de cada um dos seus personagens que se questionam se a tragédia foi punição divina ou casualidade.

Andrade, Eugénio de

O outro nome da terra
Edição bilingue Português/Chinês

 

 

Poesia

Publicado em 1988,  este volume de poesia foi distinguido com o Primeiro Grande Prémio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/ CTT e TLP.

Assis,  Machado de

Dom Casmurro

+ links:
projectoadamastor

Romance

Dom Casmurro é o romance que completa a “trilogia realista” de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e de Quincas Borba, tendo sido esses dois escritos primeiramente em folhetins.
O seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende “atar as duas pontas da vida”, ou seja, unir relatos desde a sua mocidade até aos dias em que está a escrever o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre as reminiscências da juventude, a vida no seminário, o seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama.

Assis,  Machado de

Memórias Póstumas de Brás Cubas

(PNL-ES)

Romance

É após a morte que Brás Cubas decide narrar as suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar o seu ponto de vista irónico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à visão aguda e implacável de Machado de Assis.
Considerado o mais importante romance brasileiro de todos os tempos, é um texto moderno avant la lettre, revolucionário na forma fragmentária, no tempo narrativo não-linear, no estilo realista-irónico, e é ao mesmo tempo um dos mais agudos retratos das elites brasileiras.

Azevedo, Guilherme de

Alma nova

 

 

Poesia

A mais conhecida obra poética de um dos “poetas revolucionário” da chamada “Geração de 70” (de 1870), que é uma colectânea dos seus melhores poemas.

Barreto, Lima

Contos completos

Conto

A importância de Lima Barreto (1881-1922) na literatura brasileira tem sido objecto de sucessivas reavaliações. A oralidade despojada dos seus textos e o tom memorialista e de crónica jornalística foram duramente criticados por contemporâneos como José Veríssimo e, ao mesmo tempo, serviram de impulso para as vanguardas modernistas.

Bessa-Luís, Agustina

A Sibila

Romance

A acção gira em redor de Quina, a sibila. Apresenta os seus antepassados (os pais, Maria e Francisco Teixeira com a sua libertinagem); a infância de Quina, a sua relação com a mãe, o pai e a irmã; conta, depois, a grande mudança operada na jovem, quando ela, mercê de dotes que entretanto se revelam, se descobre capaz de domínio sobre os que a rodeiam; a partir daqui, ela é já a sibila, quer junto de elementos da camada popular, quer junto dum mundo feminino socialmente mais elevado (caso especial da Condessa de Monteros). Entretanto, surge a pequena Germa, que aos poucos vai descobrir a protagonista como “possuidora de todo o puro enigma do ser humano, vórtice de paixões onde subsiste, oculta, nem sempre declarada, às vezes triunfante, uma aspiração de superação, alento sobre-humano que redime e que transfigura”. A morte de Quina acontece quando Germa é já adulta.

Bessa-Luís, Agustina

Dicionário imperfeito

 

 

 

Antologia de pensamentos de Agustina Bessa Luís sobre a mais variada temática

Bessa-Luís, Agustina

Longos dias têm 100 anos

 

 

Romance

 

Bessa-Luís, Agustina

O chapéu das fitas a voar

 

 

Romance

 

Bocage

Poesias eróticas, burlescas e satíricas

 

Poesia

Um dos livros mais polémicos da literatura portuguesa, as “Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas”, de Bocage, é uma antologia poética que retrata a faceta mais excêntrica do poeta português.

Boto, António

Canções

 

 

Poesia

 

Braga, Teófilo

Contos fantásticos

Conto

Coletânea de contos com temas de paixões frenéticas, conducentes a suicídios, mortes, traições, renúncias extremas. Uma das primeiras incursões, de um autor português, no universo da literatura fantástico-gótica.

Brandão,  Raul

A morte do palhaço

 

 

Romance

A História de K. Maurício, palhaço de profissão e alheio da realidade por natureza, um homem que sofre por ser incapaz de exprimir o seu amor à mulher que ama.

Brandão, Raul

Húmus

Romance

A obra-prima de Raul Brandão, é o primeiro romance existencialista português que inclui traços do expressionismo literário. Trata-se de um romance-monólogo, centrado em dois monólogos interiores: o primeiro orador, sem nome, e o seu alter-ego – um filósofo lunático chamado “Gabiru”. Ambos registam a vida que decorre numa pequena vila, ao longo de um ano, exprimindo o que vem e o que sentem, expondo assim a contradição entre o mundo aparente e o autêntico.

Brandão, Raul

 

Os pobres

 

 

Romance

 

Camareiro, Nuno

No meu peito não cabem pássaros

 

Romance

O leitor é transportado para os arranha-céus de Nova Iorque, para Lisboa e para a imaginação de uma criança que inventa coisas que depois acontecem.

Camões, Luís de

 

Obras completas- vol II

Poesia

Vol II da poesia de Camões.

Camões, Luís de

 

Obras completas- vol III

Poesia

Terceiro volume da poesia de Camões

Camões, Luís de

 

Os Lusíadas

Poesia

Poema épico de Luís de Camões.

Castelo Branco, Camilo

A brasileira de Prazins

Romance

História de Marta de Prazins, chamada de “A brasileira” pois está prometida, pelo pai, a um tio que fez fortuna no Brasil, apesar de ter José Dias como seu apaixonado.

Castelo Branco, Camilo

A bruxa do monte Córdova

Romance

A história de Angélica, uma rapariga que, sendo “a mais formosa da sua aldeia”, a quem todos cortejam, se envolve numa relação proibida. Com a morte do amante acaba por enfrentar sozinha o estigma da exclusão social e da intriga.

Castelo Branco, Camilo

A doida do Candal

Romance

Quando Simão Peixoto ameaça a irmã Lúcia com o convento para que possa ficar com as heranças que por direito são dela, esta pede ajuda ao primo Marcos Freire. Com ajuda de José Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes. Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do Candal.

Castelo Branco, Camilo

Amor de perdição

 

 

Romance

Retrato de uma sociedade preconceituosa, onde o amor se transforma em desespero e morte.

Castelo Branco, Camilo

Amor de salvação

 

 

Romance

A história da relação conturbada entre Afonso e Teodora, que tinham sido prometidos um ao outro, desde que nasceram.

Castelo Branco, Camilo

A queda dum anjo

Romance

Uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto, um fidalgo transmontano, austero e conservador, encarna de maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.

Castelo Branco, Camilo

A viúva do enforcado

Romance

A história de Teresa, a única filha de um comerciante de Guimarães, uma rapariga devota, até ao dia em que se encontra e apaixona por um jovem ourives com o qual foge para um mau casamento.

Castelo Branco, Camilo

Coração, cabeça e estômago

Romance

A história de Silvestre da Silva, em três grandes fases da sua vida. Uma primeira em que dedica os seus amores às “coisas do coração”,  que depois diz ser uma “tolice brava”; uma segunda fase dedicada ao “intelecto” e, finalmente, uma terceira em que afirma render-se aos apelos do estômago até morrer.

Castelo Branco, Camilo

Maria Moisés

 

 

Romance

 

Castelo Branco, Camilo

Novelas do Minho

 

 

Novela

Conjunto de novelas influenciadas pela escola realista que, como o título indica, se situam na região do Minho.

Castelo Branco, Camilo

O Judeu

 

 

Romance histórico

História da vida trágica de António José da Silva, o mais famoso dramaturgo português do seu tempo que acabaria posteriormente por morrer na fogueira às mãos da Inquisição.

Castelo Branco, Camilo

Onde está a felicidade?

Romance

A história da busca da felicidade por parte de Guilherme e Augusta. Ambos se apaixonam e tornam-se amantes, no entanto, Guilherme abandona a jovem, seduzido pela beleza de uma prima sua, e Augusta irá perceber que a felicidade não é fácil de encontrar.

Castelo Branco, Camilo

O retrato de Ricardina

Romance

Bernardo, um jovem humilde, que na infância era pastor e aprendiz de pintor, fica subitamente rico com uma herança que recebe. Após formar-se em Coimbra e voltar à sua terra, apaixona-se pela bela Ricardina, filha do Abade da região, um homem poderoso, influente e vingativo que recusa que a filha se relacione com alguém das suas origens. Os dois fogem, sempre perseguidos pelos capangas do pai da rapariga.

Castelo Branco, Camilo

Os Mistérios de Lisboa

(PNL-ES)

 

Romance

Pedro é um órfão de 14 anos, aluno de um colégio católico. Na procura pela identidade dos pais vai conhecer a trágica história da vida de ambos. À sua volta, várias histórias, entrelaçadas e interligadas, que atravessam todo o século XIX, sobre 40 diferentes personagens: amor, paixão, crime e adultério, onde cada um tem o seu papel no destino dos outros.

Castelo Branco, Camilo

Peças de Teatro

 

Todas as peças de teatro que Camilo Castelo Branco escreveu em vida – 15 no total – que vão desde a hilariantes comédias ou tocantes dramas, passando por musicais e enredos envoltos em mistério.

Chagas, Manuel Pinheiro 

A história alegre de Portugal

Didáctico

João Agualva, professor aposentado, decide relatar de forma fácil e idáctica a História do país a um grupo de saloios da sua aldeia natal, situada entre Belas e o Cacém. Da época de Viriato à Reconquista da Península Ibérica, da fundação de Portugal aos Descobrimentos, ele vai narrando, ao longo de dez serões, os momentos mais marcantes da História de Portugal, de forma descontraída, simplificada e divertida, culminando a sua narração no reinado de D. Luís I.

Coelho, Paulo

O Alquimista

(PNL-ES)

Romance

Simples, sábia e inspiradora, esta história refaz os passos de um pastor da Andaluzia que viaja para o deserto egípcio em busca de um tesouro enterrado nas Pirâmides. O que começa como uma jornada para encontrar bens materiais torna-se uma descoberta das riquezas que escondemos dentro de nós mesmos. As belas lições que Santiago aprende ao longo do caminho falam-nos da sabedoria de ouvir o que diz o coração, de ler os sinais com que nos deparamos ao longo da vida e, acima de tudo, de seguir os nossos sonhos.

Coelho, Paulo

O diário de um mago

Romance

Um relato dos encontros, aventuras e descobertas de um homem (o próprio autor) em busca do verdadeiro conhecimento, enquanto percorre a pé o Caminho de Santiago – cerca de 700km entre o sul da França e a cidade de Santiago de Compostela, na Galiza (Espanha). Em três meses de peregrinação, ao lado de um guia italiano, vive experiências místicas, descobre o extraordinário entre as coisas comuns e aprende lições fundamentais, como a simplicidade da vida e a importância de olhar à sua volta.

Couto, Mia

A Confissão da Leoa

Romance

Uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. O alarme chega à capital do país e um experimentado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Mas vê-se emaranhado numa teia de relações complexas e enigmáticas, em que os factos, as lendas e os mitos se misturam.

Couto, Mia

Antes de nascer o mundo

Romance

Jesusalém, ermo encravado na savana, em Moçambique, abriga cinco almas apartadas das gentes e cidades do mundo. Ali, ensaiam um arremedo de vida – Silvestre e seus dois filhos, Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria. O passado para eles é pura negação recortada em torno da figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o futuro afigura-se inexistente. Silvestre afiança aos filhos e ao criado que o mundo acabou e que a mulher – qualquer mulher – é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E não só isso – uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.

Couto, Mia

Contos do nascer da terra

Conto

Nos trinta e cinco contos que compõem este livro, Mia Couto traça o retrato de um povo e da sua identidade cultural. Utiliza para isso a fantasia que, na sua escrita africana prenhe de neologismos, possui um encanto muito próprio.
O corpo humano e a sua ligação à terra são uma constante nestas histórias, onde as pessoas ganham raízes, ou se somem no ar qual pássaro exótico.
Parte significativa destes contos tem inspiração na tradição popular.

Couto, Mia

Histórias Abensonhadas

 

 

Conto

Histórias sobre o renascer de Moçambique.

Couto, Mia

Terra Sonâmbula

(PNL-ES)

Romance

Considerado pelo  júri especial da Feira do Livro  do Zimbabwe um dos doze melhores livros africanos do século XX – é um romance em abismo, escrito numa prosa poética. Mia Couto vale-se de recursos do realismo mágico e da arte narrativa tradicional africana para compor esta bela fábula.

Deus, João de

Cartilha maternal

 

 

Didático

Publicada em Portugal em 1876, a obra é um método de aprendizagem da leitura, que se tornou oficial em 1888, e que ainda hoje é utilizado.

Deus, João de

Flores do campo

 

 

Poesia

Obra poética de João de Deus.

Dinis, Júlio

A morgadinha dos canaviais

Romance

A História de Henrique de Souselas, órfão rico residente em Lisboa. Aborrecido com o tédio da sua vida citadina, resolve ir repousar para uma aldeia minhota, em casa da tia Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a bela, elegante, inteligente e enérgica “morgadinha”, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é correspondido.

Dinis, Júlio

As pupilas do Sr. Reitor

Romance

Os amores e os desencontros das órfãs Clara e Guida, educadas por um velho pároco, no cenário da vida campestre portuguesa do séc XIX, povoado por personagens cuja bondade só é maculada pelo moralismo quase ingénuo de “comadres intriguistas” que contribuem para o conflito amoroso.

Dinis, Júlio

Os fidalgos da Casa Mourisca

 

Romance

A história dos fidalgos de Vilar dos Corvos, uma família abalada por várias tragédias que vive numa antiga mansão do Alto Minho, apelidada de “Casa Mourisca”.

Dinis, Júlio

Poemas completos

 

 

Poesia

Coletânea de todos os poemas de Júlio Dinis, escritos ao longo da sua vida, com anotações do próprio autor a explicar ou a justificar alguns poemas.

Dinis, Júlio

Serões da província

Conto

A antologia de contos e novelas curtas de Júlio Dinis. São elas: “O Espólio do Senhor Cipriano”, “Justiça de Sua Majestade”; “As Apreensões de uma Mãe”, “Os Novelos da Tia Filomena”; “Uma Flor entre o Gelo” e “O Canto da Sereia”.

Dinis, Júlio

Uma família inglesa

Romance

A história do amor conflituoso entre o filho de uma família de comerciantes ingleses e a filha do seu guarda-livros, num romance que tem como pano a cidade do Porto do séc. XIX.

Espanca, Florbela

Charneca em flor

 

 

Poesia

O volume de poemas de Florbela Espanca publicado após a sua morte.

Espanca, Florbela

Livro de mágoas

 

 

Poesia

A primeira obra poética da autora, editada em 1919.

Espanca, Florbela

Máscaras do destino

Conto

Uma série de contos escritos por Florbela Espanca, totalmente dedicados à memória do irmão, falecido tragicamente num acidente de aviação. A obra reúne os contos: “O Aviador”, “A Morta”; “Os Mortos não Voltam”; “O Resto é Perfume”; “A Paixão de Manuel Garcia”; “O Inventor”; “As Orações de Soror Maria da Pureza”; “O Sobrenatural”.

Espanca, Florbela

O dominó preto

 

 

Conto

O primeiro livro de contos de Florbela Espanca, a mítica poetisa alentejana.

Fonseca, Ruben

O buraco na parede

Conto

Mestre na arte do conto, Ruben Fonseca dá às palavras uma força de impacto poucas vezes obtida por outros ficcionistas. Delegados e marginais, escritores fracassados, pobres-diabos que se sujeitam a qualquer negócio, o sexo como moeda podre, culpa e apartheid social entrelaçam-se continuamente em textos inquietos e velozes, que o leitor, perturbado e cúmplice, traga sem respirar da primeira à última linha...

Freire, Paulo

Pedagogia do Oprimido

 

A obra propõe uma pedagogia com uma nova forma de relacionamento entre professor, estudante, e sociedade.
Dedicado aos que são referidos como "os oprimidos" e baseado na sua própria experiência na ajuda a adultos a aprender a ler e escrever, Freire inclui uma detalhada análise de classes na sua exploração da relação entre o que ele chama de "colonizador" e "colonizado." O livro continua popular entre educadores no mundo inteiro e é um dos fundamentos da pedagogia crítica.

Garrett, Almeida

Camões

 

 

Dramático

Poema lírico-narrativo, considerado a primeira obra romântica da história da literatura portuguesa. O tema é a vida de Luís de Camões, em particular, os momentos em que escreveu «Os Lusíadas».

Garrett, Almeida

Falar Verdade a Mentir

Dramático

A história de Duarte Guedes, um mentiroso compulsivo, e do seu noivado com Amália. O obstáculo ao casamento é o vício incorrigível que Duarte tem de mentir, uma vez que o futuro sogro só lhe dará a mão da filha na condição de não apanhar o futuro genro em qualquer mentira, durante um dia.

Garrett, Almeida

Folhas Caídas

Poesia

Colectânea de poesia lírica que revela grandes aspectos inovadores, desde as imagens até à organização estrófica, passando pelo tom coloquial, quase confessional, de muitos dos poemas – fazendo dela a melhor obra de poesia romântica portuguesa.

Garrett, Almeida

Frei Luís de Sousa

Dramático

Drama em três actos, ao estilo da tragédia clássica: o peso do destino abate-se sobre Manuel de Sousa Coutinho, D. Madalena de Vilhena e a filha de ambos, uma família nobre do final do século XVI, num trágico desenrolar de eventos em que a fatalidade e os fantasmas do passado são fatais para a felicidade conjugal e para a própria vida dos elementos da família.

Garrett, Almeida

Viagens na minha terra

Romance

A história da viagem do narrador a Santarém para uns dias de descanso na casa do amigo Passos Manuel. Enquanto viaja, também a sua mente vagueia pelo passado, pelo presente e pelo futuro, fazendo descrições de sítios e lugares que hoje já não se descobrem, ao mesmo tempo que analisa o Portugal dos inícios de mil e oitocentos. E essa análise acaba por se cruzar com a história trágico-romântica da “menina dos rouxinóis”.

Herculano, Alexandre

A harpa do crente

 

 

Poesia

 

Herculano, Alexandre

Eurico, o Presbítero

Romance

Quando a sua pátria e a sua religião se veem ameaçadas, Eurico, um jovem guerreiro de origens humildes, disfarça-se num misterioso cavaleiro negro e junta-se ao exército de um dos reinos visigóticos para combater os mouros que estão a invadir a Península Ibérica, e quando descobre que o seu amor, a princesa Hermengarda, foi raptada pelas forças inimigas, tudo fará para a salvar.

Herculano, Alexandre

Lendas e narrativas

 

 

Conto

Um conjunto de histórias de raiz popular da história medieval de Portugal.

Herculano, Alexandre

O bobo

Romance

Romance histórico cuja narração se situa em 1128, dias antes da batalha de S. Mamede que opôs o exército de D. Afonso Henriques ao da sua mãe D. Teresa. Assim assistimos às tramas medievais e à estratégia usadas por ambos os exércitos, assim como sabemos o porquê do ódio que D. Afonso Henriques nutre pelo conde Peres de Trava, amante da mãe.
Na intriga, um homem tem um papel fundamental, alguém que todos menosprezam: D. Bibas, o Bobo da corte.
As personagens históricas são relegadas para segundo plano e o enfâse é colocado em D. Bibas. É ele quem põe em relevo a importância de valores como a lealdade e a liberdade individual. É através das suas ações, principalmente quando facilita a fuga dos aliados de Afonso Henriques pela passagem subterrânea que só ele conhece, que o leitor é convidado a refletir sobre o papel que pode vir a desempenhar na História do seu país.

Junqueiro, Guerra

A velhice do padre eterno

 

 

Conto

Obra composta por poemas de forte sátira anticlerical e de uma religiosidade panteística e humanitária.

Junqueiro, Guerra

Contos para a infância

 

 

Conto

Contos para a infância, escolhidos dos melhores autores, por Guerra Junqueiro

Lispector, Clarice

A cidade sitiada

 

 

Romance

A história da simplória Lucrécia, docemente desprovida de raciocínio e/ou de consciência.

Lispector, Clarice

Memórias de família

Conto

Contos em que as personagens – sejam adultos ou adolescentes – se debatem nas cadeias de violência que podem emanar do círculo doméstico. Homens ou mulheres, os laços que os unem são, em sua maioria, elos familiares ao mesmo tempo de afeto e de aprisionamento. Clarice Lispector trata a solidão, a morte, a incomunicabilidade e os abismos da existência.

Lispector, Clarice

O lustre

Romance

Percurso pelo mundo interior da protagonista, Virgínia, desde a sua infância num remoto vilarejo do interior, até à vida adulta numa cidade grande e solitária. Clarice não permite ao leitor ter completo acesso ao que se passa do lado de fora — a não ser na crua e, talvez, surpreendente cena final. No universo subjetivo da escritora, a única clareza está nos sentimentos.

Lispector, Clarice

Perto do coração selvagem

 

 

Romance

A protagonista, Joana, narra a sua história em dois planos: infância e início da vida adulta.

Lobo, Francisco Rodrigues

Corte na aldeia

Conto

Considerada como o primeiro sinal literário do Barroco em Portugal e um contributo importante no que se refere ao desenvolvimento do Barroco na península Ibérica, a obra é dedicada ao descendente da Coroa Portuguesa, D. Duarte. Na dedicatória da obra, Rodrigues Lobo convida D. Duarte de Bragança a preservar e ter orgulho da "língua e da nação Portuguesa". "Corte na Aldeia" é composta de dezassete diálogos didácticos que descrevem a vida cortesã da época, reflectindo a frustração da nobreza portuguesa pelo desaparecimento da corte nacional, sob a dominação filipina.

Lopes, Fernão

Crónica de el-rei D. Pedro

Narrativa

A primeira das três grandes crónicas do primeiro cronista régio. Composta entre 1440 e 1450, a crónica inicia-se com o retrato do rei, descrevendo os seus gostos particulares, como a caça, e centrando-se no seu zelo, por vezes excessivo, na execução da justiça. A narração detém-se com mais demora no relato da vingança e glorificação de Inês de Castro, lembrando o cronista que o rei, ao punir os algozes que jurara perdoar diante de seu pai, perdeu muito da boa fama de que gozava junto do povo. Já nesta crónica, o povo surge como personagem coletiva que, na transmissão de histórias que ilustram o comportamento do rei, julga a ação governativa do soberano. Ao mesmo tempo, uma outra linha de leitura prepara o triunfo posterior de D. João I, como, por exemplo, no sonho em que D. Pedro auspicia que o seu filho D. João realizaria grandes feitos

Mãe, Valter Hugo

A máquina de fazer espanhóis

Romance

Uma imagem livre do que somos hoje, consequência de tanto passado e dúvidas em relação ao futuro. É um livro de reflexão sobre a fidelidade na amizade ou no amor.
Entre o dramático da vida, com a idade a descontar o tempo, e o hilariante da casmurrice e senilidade, este romance é um retrato dos homens que perduram depois da violência mais fracturante. É um retrato delicado e sensível da terceira idade, com o que acarreta de ideias confusas sobre o passado e sobre o presente.

Mãe, Valter Hugo

O filho de mil homens

Romance

Com vontade imensa de ser pai, o pescador Crisóstomo, um homem de quarenta anos, conhece o órfão Camilo, que um dia aparece na sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família em vinte capítulos. Ao falar de uma aldeia rural e dos sonhos anulados de quem nela vive, Valter Hugo Mãe atravessa temas como solidão, preconceitos, vontades reprimidas, amor e compaixão.

Moraes, Vinicius de

Para viver um grande amor

Poesia

‘Para viver um grande amor’ alterna poesia e prosa. As crónicas retratam o quotidiano, e os poemas chamam a si a tarefa da crónica e, então, surgem experiências como ‘Feijoada à minha moda’, ‘Olhe aqui, Mr. Buster’ e ‘Blues para Emmett Louis Till’. O volume abre com um caderno de imagens que reproduz originais de Vinicius e fotografias que tentam recriar o universo fectivo do livro.

Negreiros, José de Almada

Antes de começar

Dramático

A conversa entre duas marionetas que, ao descobrirem que se podem “mexer como as pessoas”, se vão pouco a pouco descobrindo também a si próprias, momentos antes de começar o espectáculo de que fazem parte.

Negreiros, José de Almada

Falar verdade a mentir

Dramático

Peça que conta a história de Duarte Guedes, um mentiroso compulsivo, e do seu noivado com Amália. O obstáculo ao casamento é o vício incorrigível que Duarte tem de mentir, uma vez que o futuro sogro só lhe dará a mão da filha na condição de não o apanhar em qualquer mentira, durante um dia.

Negreiros, José de Almada

Manifesto anti-Dantas

 

 

Panfletário

Panfleto satírico dirigido ao escritor, médico, político e diplomata Júlio Dantas e, tal como diz o texto, a todos os Dantas que houver por aí.

Nobre, António

Despedidas

 

 

Poesia

Livro de poemas do autor.

Nobre, António

(PNL-ES)

 

 

Poesia

Livro de poesia do autor.

Ortigão, Ramalho

As Farpas

Crónica

Os textos e as análises sociais, culturais e políticas que Ramalho Ortigão publicou na sua revista “As Farpas”, no final do século XIX, e que lançou o jornalismo crítico em Portugal.

Pascoais, Teixeira

Elegia da solidão

 

 

Poesia

 

Pascoais, Teixeira

Elegias

 

 

Poesia

 

Pascoais, Teixeira

O doido e a morte

 

 

Poesia

 

Passos, Soares de

Poesias

 

 

Poesia

 

Patrício, António

Serão Inquieto

 

 

Conto

 

Pedrosa, Inês

Os íntimos

Romance

Cinco amigos reúnem-se num bar de Lisboa, em noite chuvosa, para um longo jantar. Na televisão, assistem a um jogo de futebol enquanto discutem, riem, e falam sobretudo de mulheres.
Elas não estão à mesa; a única personagem feminina é Célia, filha do dono do estabelecimento, que conhece bem os hábitos daqueles cinco homens e os serve noite adentro. Mas as mulheres permeiam este magistral romance, e mostram sua voz, para contradizê-los, para os ajudar a relembrar amores passados e desilusões.
Ao intercalar diferentes vozes e estilos narrativos, Pedrosa produz uma realidade multifacetada, rica, que dá vida aos personagens e mostra os seus conflitos e as suas dores mais profundas

Pessanha, Camilo

Clepsidra

 

 

Poesia

A fragilidade da vida e da condição humana, o fluir inexorável do tempo, que não deixa que nada se fixe na retina, são estes os grandes temas da obra: a efemeridade de tudo quanto passa, a perda, a inutilidade do que se faz ou vive.

Pessoa, Fernando

Livro do Desassossego

(PNL-ES)

Diário

O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, assinado pelo seu heterónimo Bernardo Soares, é a obra mais importante e mais profunda de Pessoa e a que mais reflete a complexidade da sua mente. É a obra do autor que mais se aproxima do género do romance, assemelhando-se a um diário íntimo, ficcionado, escrito por Bernardo Soares, um ajudante de guarda-livros, redigido a partir de um escritório da Baixa de Lisboa, num 4.º andar da Rua dos Douradores, no qual expõe as suas vivências, interrogações e reflexões. Esta característica torna o livro singular, já que não tem uma narrativa definida, com princípio, meio e fim.

Pessoa, Fernando

Mensagem

(PNL-ES)

Poesia

O poeta revisita e, em boa parte, cria, uma mitologia do passado heróico de Portugal. A obra é composta por 44 poemas, agrupados em 3 partes ( “Brasão”, “Mar Português” e “O Encoberto”) que representam as três etapas do Império Português: Nascimento, Realização e Morte, seguida de um renascimento.

Pessoa, Fernando

O banqueiro anarquista

 

 

Conto

Coletânea de contos de teor filosófico e humorístico encontrados no espólio de Fernando Pessoa.

Pessoa, Fernando

Poemas completos de Alberto Caeiro

(PNL-ES)

 

Poesia

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, que reúne todos os poemas publicados nos livros “O Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e “Poemas inconjuntos”.

Pessoa, Fernando

Poemas completos de Álvaro de Campos

(PNL-ES)

 

Poesia

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, que reúne toda a composição poética assinada com o seu nome.

Pessoa, Fernando

Poemas completos de Ricardo Reis

(PNL-ES)

 

Poesia

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, que reúne toda a composição poético assinada com o seu nome.

Pessoa, Fernando

Ultimatum, de

Álvaro de Campos

 

Poesia

Poema da fase eufótica de Álvaro de Campos, o engenheiro naval, heterónimo de Fernando Pessoa.

Queirós, Eça de

A cidade e as serras

(PNL-ES)

Romance

Uma sátira dos progressos ainda canhestros dos tempos modernos e reencontro do romancista com a paisagem da sua meninice. Vê-se também aí, no jogo dos contrastes, o apego nostálgico à essencialidade honesta da vida ainda natural e limpa do interior.

Queirós, Eça de

A ilustre casa de Ramires

(PNL-ES)

Romance

O fidalgo Gonçalo Mendes Ramires, sentindo-se incapaz de se manter à altura da grandeza da sua linhagem, decide escrever um romance sobre a história dos seus antepassados com o intuito de ganhar alento para elevar o seu próprio nome, ao mesmo tempo que tenta ganhar projeção no mundo político.

Queirós, Eça de

A relíquia

 

Romance

Com uma insuspeita verve satírica, A Relíquia é um dos mais importantes romances do escritor português Eça de Queirós. O autor une ironia a um profundo anticlericalismo para criticar o exacerbado catolicismo português.
O Autor: Há 30 anos a desenhar HQs, o paulistano Marcatti é um dos mais respeitados artistas da banda desenhada underground no Brasil. Na sua adaptação para A Relíquia, Marcatti mantém o seu extraordinário traço cómico-sarcástico, abandonando um pouco os temas escatológicos para produzir uma fiel versão da obra de Eça, trazendo para os quadradinhos todas as características do Portugal do séc. XIX, do fervor religioso à arquitetura lusitana – dando vida a uma colaboração inusitada que atravessa os tempos, complementando a ironia e o sotaque português de Queirós com o talento e o humor perspicaz do desenhador.

Queirós, Eça de

A tragédia da rua das Flores

 

 

Romance

A história de Genovena, mulher madura e amante de muitos homens, e de Vítor, um jovem inexperiente de 23 anos, cujo amor desenfreado conduz a trágicos eventos.

Queirós, Eça de

As minas de Salomão

Romance

Um experiente caçador de elefantes é procurado por um barão inglês que lhe pede ajuda para encontrar o irmão desaparecido em África quando procurava as lendárias minas do rei Salomão. Quartelmar, o barão e o capitão John enfrentam as feras na selva, atravessam o deserto, transpõem uma barreira de montanhas e descobrem a milenária nação dos Cacuanas, governada por um tirano sanguinário e uma feiticeira que se diz imortal. Adaptação, feita pelo escritor português Eça de Queirós, a partir do romance original escrito por R. Haggard.

Queirós, Eça de

Contos

 

 

Conto

Antologia de 17 Contos escritos por Eça de Queirós, nos quais se destacam : “Singularidades de uma rapariga Loira”; “A Aia”; “O Tesouro”; “O Suave Milagre” e “Civilização”.

Queirós, Eça de

O crime do padre Amaro

 

 

Romance

O que acontece quando o padre de uma pequena cidade portuguesa se apaixona por uma paroquiana? A resposta é dada nesse divertido e sarcástico romance. Amaro, o pároco, escandaliza o lugarejo e mergulha numa espiral de perdição.

Queirós, Eça de

O Mandarim

Romance

Teodoro é um pobre funcionário público que suspira por uma vida melhor. Numa noite, ao ler um livro antigo, descobre uma lenda segundo a qual um simples toque de uma campainha, tocada a uma certa hora, mataria um homem muito rico, algures na China, e que tal gesto traria ao seu assassino fama e fortuna. A lenda torna-se real quando, ao acabar de ler tais palavras, lhe surge o Diabo em pessoa, oferecendo-lhe a campainha.

Queirós, Eça de

O mistério da estrada de Sintra

Romance

Um médico que está a passar de carruagem numa estrada de Sintra é surpreendido e sequestrado por quatro figuras mascaradas que o levam para uma misteriosa casa no meio de Sintra. Lá dentro encontrava-se o cadáver de um homem. Daqui se levantam várias perguntas: Quem era aquele homem; como morreu e quem o matou. A procura de respostas a este caso leva a uma empolgante história de intriga, suspeitas, ameaças, duelos e sexo, numa viagem que vai de Portugal à ilha de Malta.

Queirós, Eça de

O Primo Basílio

(PNL-ES)

Romance

Luísa, presa a um casamento sem amor e a um marido constantemente ausente em trabalho, encontra um meio de escape da sua vida rotineira, puritana e conservadora, ao envolver-se amorosamente com o seu primo Basílio, um antigo namorado, que fez fortuna no Brasil e que chegara recentemente a Lisboa.

Quental, Antero

Causas da decadência dos povos peninsulares

 

Conferência

Segunda das Conferências do Casino, em que Antero tenta explicar as razões do atraso português e do atraso espanhol a partir do séc. XVII. A conferência sistematiza teses há muito defendidas por Alexandre Herculano.

Quental, Antero de

Sonetos

 

 

Poesia

Coletânea de sonetos do poeta.

Ramos, Graciliano

Memórias do Cárcere

Memórias

O testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi submetido durante o Estado Novo. Uma narrativa amarga de alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.

Régio, José

O Príncipe com orelhas de burro

Romance

Era uma vez, no reino distante de Traslândia, um rei e uma rainha que não tinham filhos. Um dia, após a rainha se ter perdido num passeio pela floresta das fronteiras do reino, esta encontra o espírito da floresta que lhe promete um filho perfeito em todos os aspetos, exceto num: O príncipe terá orelhas de burro.

Sá Carneiro, Mário de

A confissão de Lúcio

Romance

Narrada na primeira pessoa, a história de Lúcio é a história de um crime e de uma confissão. Depois de dez anos de prisão, onde cumprira pena por ter assassinado o poeta Ricardo Loureiro, Lúcio é solto e começa a contar sua história para, segundo ele, demonstrar sua inocência.

Santos, José Rodrigues dos

A vida num sopro

Romance

Portugal, anos 30. Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a sua ordem no país. Portugal muda de vida. Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, o romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

Santos, Margarida Fonseca

Uma pedra sobre o rio

Romance

Teresa é jovem, tem uma carreira absorvente como engenheira civil, um namorado e uma amizade de muitos anos. Um dia, o chão que tão bem conhecia, começa a ceder e ela é confrontada com os seus medos. O mundo de certezas e falsas seguranças em que Teresa se fechara ao longo da sua vida é abalado por um encontro inesperado com um desconhecido. Desse contacto nasce uma amizade que a ajudará a reconstruir o seu próprio caminho, e a vontade de ser feliz volta a ser um desafio. Uma Pedra Sobre o Rio é um romance sobre as nossas dúvidas e escolhas, que nos diz que o amor e a vontade de mudar podem ser a melhor opção… Se tivermos coragem para isso.

Saramago, José

A bagagem do viajante

Crónica

Uma viagem pela selva da vida contemporânea é o que José Saramago propõe ao leitor com estas crónicas, que partem dos mais variados assuntos – uma cena de rua ou uma notícia de jornal – para apresentar uma surpreendente releitura do mundo. Das mentiras da política e da publicidade à poesia dos pequenos gestos quotidianos, da vida secreta das cidades aos mistérios que se escondem na criação artística, nada escapa ao olhar arguto do escritor.

Saramago, José

A jangada de pedra

Romance

Uma parábola sobre o isolamento dos povos ibéricos na Europa. Racham os Pirenéus, e a Península Ibérica desgarra-se da Europa. Transformada em ilha – Jangada de Pedra -, navega à deriva pelo Oceano Atlântico. A esse espetacular acidente geológico somam-se outros insólitos que unem os quatro personagens principais do romance numa viagem apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e, através desta, da arte e da cultura peninsulares.

Saramago, José

A viagem do elefante

(PNL-ES)

Romance

‘A viagem do elefante’ é uma ideia que Saramago elaborava desde que, numa viagem a Salzburgo, na Áustria, entrou por acaso num restaurante chamado ‘O Elefante’. A narrativa baseia –se na viagem de um elefante chamado Salomão, que no séc. XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e de um arquiduque. D. João III, rei de Portugal e Algarves, casado com D. Catarina d’Áustria, resolveu oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos V, nada menos que um elefante. Esse facto histórico é o ponto de partida para José Saramago criar uma ficção em que se encontram pelos caminhos da Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército que quase chegam a vias de facto e padres que querem exorcizar Salomão ou pedir-lhe  um milagre.

Saramago, José

As Intermitências da morte

(PNL-ES)

Romance

Cansada de ser detestada pela humanidade, a Morte resolve suspender as suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema. Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder “passar desta para melhor”. Os empresários do serviço funerário vêem-se “brutalmente desprovidos da sua matéria-prima”. Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crónica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque “sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja”. Um por um, ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o quotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua intermitência, a Morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna? Ao fim e ao cabo, a própria morte é o personagem principal desta “ainda que certa, inverídica história sobre as intermitências da morte”. É o que basta para o autor, misturando o bom humor e a amargura, tratar da vida e da condição humana.

Saramago, José

Caim

Romance

Saramago reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu irmão, trava um incomum acordo com Deus e parte numa jornada que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins da criação.
Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, José Saramago nos deu sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele volta-se para os primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente.
Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogénito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também os seus protagonistas, dando-lhes uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irónica, cujo tom de farsa da narrativa só faz por acentuar.

Saramago, José

Claraboia

Romance

Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance da juventude de José Saramago. Os dramas quotidianos dos moradores — donas de casa, funcionários remediados, trabalhadores manuais — tecem uma trama multifacetada, repleta de elementos do consagrado estilo da maturidade do escritor, em especial a maestria dos diálogos e o poder de observação psicológica. As janelas, paredes e corredores do velho edifício lisboeta são testemunhas privilegiadas das pequenas tragédias e comédias representadas pelos personagens. As peripécias de Lídia, uma bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um jovem outsider à procura de um sentido para a vida, contrapõem-se ao árduo quotidiano dos outros moradores. As narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as divisões internas do prédio, do piso térreo ao segundo andar.

Saramago, José

Ensaio sobre a cegueira

Romance

Um motorista parado no sinal descobre-se subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que rapidamente se espalha, incontrolável. Resguardados em quarentena, os cegos perceber-se-ão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O “Ensaio sobre a cegueira” é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milénio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago obriga-nos a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

Saramago, José

Folhas políticas

 

 

 

Textos escritos entre 1976 e 1998.

Saramago, José

Levantado do Chão

Romance

Publicado em 1979, conta a saga de várias gerações da família Mau-Tempo, formada por trabalhadores rurais da região do Alentejo.
Foi o romance que começou a chamar a  atenção para o nome de Saramago, veterano jornalista português, até então autor de poucos livros.

Saramago, José

Manual de pintura e caligrafia

Romance

“Manual de pintura e caligrafia” é de 1977, anterior, portanto, a obras como “Levantado do chão”, “Memorial do convento”, “O ano da morte de Ricardo Reis” e outras que foram afirmando José Saramago como um dos mais conhecidos escritores da ficção portuguesa contemporânea. O “Manual” é um romance, embora, como o nome diz, seja também um tratado, no sentido da pedagogia medieval, no bom sentido das obras de Rousseau e no melhor sentido do fingimento pessoano, este de que se faz a arte de imitar o mundo pela pintura, a pintura pela linguagem, a linguagem pelo mundo…

Saramago, José

Memorial do convento

(PNL-ES)

Romance

A pretexto de escrever um livro sobre a história da construção de um convento em Mafra no séc. XVIII, Saramago inventou uma história outra, na qual entram figuras inesquecíveis, como Sete-Sóis e Sete-Luas, o padre Bartolomeu de Gusmão com a sua passarola, e o compositor Scarlatti com o seu órgão e a sua música, e mais reis e rainhas e princesas, e mais uma pedra descomunal que precisa ser transportada a longa distância, e ainda o que acontece durante o transporte.

Saramago, José

O Caderno

 

Textos de Saramago postados quase diariamente no seu blogue  entre setembro de 2008 e março de 2009; trata-se de um relato de vida, um diário intelectual e sentimental, em que o autor conta o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe apetece. Comenta o minuto, mas também recupera uma declaração de amor a Lisboa. Fala, por exemplo,  dos seus autores preferidos,  do papa, de Fernando Pessoa, e de tantos lutadores pacíficos que conseguiram mudar o mundo ou o tentam mudar. Texto-carta inteligentes, diretos, sem artifícios.

Saramago, José

O evangelho segundo Jesus Cristo

Romance

Menos interessado na omnipotência do divino que na frágil mas tenaz resistência do humano, Saramago reconta de forma irónica e crítica uma das histórias mais conhecidas no ocidente, dotando-a de corpo, cheiro, sensações, ambiguidades e novos significados recônditos.

Saramago, José

O homem duplicado

Romance

O professor de história Tertuliano Máximo Afonso descobre, certo dia, que é um homem duplicado. Ao assistir a um vídeo, reconhece-se num outro corpo, idêntico ao dele próprio – um dos atores do filme é seu sósia. Os desdobramentos desta história são imprevisíveis, mas o romance de José Saramago não tem nada a ver com clonagem ou outras experiências de laboratório. O que está em jogo é a perda da identidade numa sociedade que cultiva a individualidade e, paradoxalmente, estabelece padrões estreitos de conduta e de aparência. Em ‘O homem duplicado’, José Saramago constrói uma ficção apoiada na questão da perda do eu no mundo globalizado.

Saramago, José

Objeto Quase

Conto

Publicadas em 1978, essas seis narrativas breves e tensas evidenciam as raízes do maravilhoso em Saramago.
Absurdas, líricas, irónicas, elas traduzem um capitalismo em agonia, atmosfera de fim de linha, de sociedades em que os bens de consumo circulam às expensas da própria vida. Daí a escrita que se move em ciclos, emulando ritmos alternados de crise e prosperidade, parodiando a circulação também incessante, distanciada e sem sentido das mercadorias. E, apartada do mundo, a consciência elabora a sua vingança. Talvez a maior de todas seja a linguagem, que se destina a ferir e referir as coisas à distância. Daí o permanente poder de crítica desses escritos, capazes de fundir, com extrema habilidade e conhecimento de causa, o poético e o político.

Saramago, José

Terra do pecado

Romance

O primeiro romance publicado por José Saramago, trinta anos antes de Levantado do Chão, o livro que abriu para o autor o coração dos leitores. Durante meio século esquecido e rejeitado, o autor reintegra-o hoje na sua obra, pelas razões que ele próprio explica no “Aviso” que antecede a obra.

Silva, António José da

Guerras do Alecrim e Mangerona

 

 

Dramático

 

Soares, Jô

O Xangô de Baker Street

Romance

Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar – por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.

Telles, Lygia Fagundes

Ciranda de pedra

(PNL-ES)

Romance

Quando um casal de classe média se separa, a filha mais nova, Virgínia, é a única das três filhas que vai morar com a mãe. É do ponto de vista dessa menina deslocada e solitária que se narram os dramas ocultos sob a superfície polida da família. Loucura, traição e morte são as forças perversas que animam este singular romance, que já na época do seu lançamento, em 1954, chamou a atenção para o talento e a originalidade da literatura de Lygia Fagundes Telles.

Tordo, João

O livro dos homens sem luz

Romance

Um homem desiludido com a vida e atirado num abismo de solidão decide retirar-se do mundo, enclausurando-se num pequeno apartamento, de onde passa os dias observando dois vizinhos do prédio da frente: um estudante com insónia e um brutamontes que gasta o seu tempo livre a andar de um lado para o outro. Este é o ponto de partida da obra de estreia do autor, que reúne personagens que, por razões diversas, decidem deixar de ser visíveis e mergulham, ora nas sombras de uma Londres gótica, ora no lado mais escuro de uma Brighton.

Vários

Contos de Natal Portugueses

Conto

O Suave Milagre - Eça de Queirós; Natal - Mário de Sá-Carneiro (Poema); O Presépio - D. João da Câmara; Lenda do Bolo-Rei - da tradição popular portuguesa; O Natal Minhoto - Ramalho Ortigão;  O Nascimento de Cristo - Bocage (Poema); Lenda de Natal - Júlio Brandão; A Consoada - Abel Botelho; Lenda do Pinheiro de Natal - da tradição popular portuguesa; Os Pastores - Gomes Leal (Poema); A Noite de Natal - José Ferreira; Dia de Natal - Fernando Pessoa (Poema); Natal dos Pobres - Raul Brandão; Lenda da Missa do Galo - da tradição popular portuguesa; A Prenda de Natal - Carlos Malheiro Dias; Natal em Família - Afonso Duarte (Poema); Conto de Natal - Fialho de Almeida; Lenda do Madeiro - da tradição popular portuguesa; As Janeiras - Brito Camacho; O Pai Natal - Pina de Morais

Verde, Cesário

O livro de Cesário Verde

(PNL-ES)

Poesia

Cesário Verde (1855-1886) é um desses artistas que se localizam no entroncamento entre várias escolas estéticas, jamais se identificando integralmente com uma ou outra, mas forjando uma obra versátil e de facetas múltiplas. Considerado parnasiano por uns, correspondente português do poeta francês Baudelaire por outros, tratando de temas da predileção dos realistas, Cesário levou uma vida digna de escritor romântico. Os seus poemas, que tratam da vida de Lisboa e da vida agrícola dos arredores da capital portuguesa, foram desprezados pela crítica da época. Morreu na cidade natal, em decorrência do chamado mal-do-século. No ano seguinte à sua morte, o seu amigo Silva Pinto reuniu e publicou a sua obra, esparsa, densa e vigorosa, sob o título de O livro de Cesário Verde .

Veríssimo, Erico

Clarissa

Romance

As descobertas de uma jovem de treze anos, otimista e confiante, que se muda do interior para a capital do Rio Grande do Sul, para estudar. Clarissa mora na pensão da tia Eufrasina com os olhos voltados para o futuro, e é o contraponto de Amaro, outro morador da pensão, músico malsucedido e preso a sonhos por concretizar.

Veríssimo, Erico

Olhai os lírios do campo

Romance

Eugénio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas à família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, “Olhai os Lírios do Campo” é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

Veríssimo, Luis Fernando

As mentiras que os homens contam

Conto

Quantas vezes mente por dia? Calma, não precisa responder agora. Também não é sempre que conta uma mentira. Só de vez em quando. Na verdade, quando mente, é porque precisa. Para proteger o outro – e de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Uma questão de sobrevivência. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, para uma noite mais simpática com os amigos.

Vicente, Gil

Auto da Alma

 

 

Dramático

 

Vicente, Gil

Auto da Barca do Inferno

Dramático

O que acontece à alma depois da morte do corpo? O julgamento dos pecadores no pós morte, feito à beira de um cais, onde aguardam dois barqueiros: um que conduz a Barca da Glória (o Anjo), outro a Barca do Inferno (o Diabo). Por esse porto passarão diversas almas que irão expor o que fizeram em vida para se decidir assim em que barca  têm direito a entrar.

Vicente, Gil

Auto da Índia

Dramático

Constança, insatisfeita com as longas ausências do marido que a deixa sozinha quanto parte em viagens até à Índia, adota uma vida libertina, tomando para si vários amantes.

Vicente, Gil

Farsa de Inês Pereira

(PNL-ES)

Dramático

Tendo como mote um ditado popular, “mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”, Gil Vicente escreveu esta comédia de costumes retratando o comportamento amoral da degradante sociedade da época.
Inês Pereira é uma moça bonita e solteira que se vê obrigada a passar o dia dedicada às tarefas domésticas. Inês anda sempre a queixar-se e vê no casamento a chance de se livrar daquela vida. Idealiza o noivo como um moço bem educado, cavalheiro, que soubesse cantar e dançar, enfim, que fosse um fidalgo capaz de lhe dar uma vida feliz.

Vicente, Gil

Monólogo do vaqueiro

Dramático

Este auto apresenta uma "visitação" (visita habitualmente feita pelo rendeiro ao seu senhor, por alturas do Natal com o objetivo de lhe oferecer presentes).
Ao entrar na sala, o Vaqueiro apresenta os seus companheiros e os respetivos presentes (leite, ovos e queijos) para o príncipe recém-nascido.

Vicente, Gil

O velho da horta

Dramático

Frustrada paixão de um velho por uma jovem zombeteira que vem à sua horta comprar verduras. Por meio do diálogo entre o velho e a jovem, Gil Vicente capta a crueza de uma situação que oscila entre o ridículo e o ilusório

Vieira, José Luandino

Nosso musseque

Romance

Um retrato do musseque de Luanda, retrato físico, paisagístico e humano, que só um grande escritor pode conseguir. A galeria de figuras humanas que o romance nos apresenta constitui um vasto mundo que, pela arte com que está apresentado, fascina o leitor e arrasta-o irremediavelmente para dentro de si.

Vieira, Padre António

Sermão de Santo António aos peixes

(PNL-ES)

Oratória

Alegoria que faz considerações sobre as virtudes e os vícios humanos elaborado em paridade com a lenda de St. António na qual se diz que o santo, descontente com os hereges  que o não quiseram ouvir, se dirigiu à beira mar e pôs-se a pregar aos peixes que, em cardumes, acorreram a escutá-lo com a cabeça fora da água, e que a população local, ao ver tal milagre, se converteu também.


 

 

 

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