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Livros recomendados
Ensino Secundário - Literatura Portuguesa
(inclui PALOP e Brasil)
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Autor |
Título
(e hiperligação) |
Género |
Sinopse/Observações |
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Agualusa, José Eduardo |
A rainha Ginga
(PNL-ES) |
Romance |
A incrível e verdadeira história de D. Ana de Souza
(1583-1663). Senhora de um reino poderoso nos vastos sertões
da costa ocidental da África, dizimado e reconstruído várias
vezes, D. Ana exerceu o seu poder com inteligência e
originalidade. Uma história de amor, sexo e poder. |
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Agualusa, José Eduardo |
A Vida no Céu
(PNL-ES) |
Romance |
Quando o mundo acabou, fomos para o céu. Assim começa este
romance. Na sequência de um desastre de proporções bíblicas
– o Dilúvio -, os ricos das grandes cidades constroem
enormes dirigíveis e vão viver para o céu. Os pobres
improvisam balões, que prendem uns aos outros, ligados a
redes, formando imensas aldeias flutuantes. Carlos Tucano
nasce numa destas aldeias. É, portanto, um filho do céu.
Esta é a sua história. Carlos deixa a aldeia onde nasceu e
parte à procura do pai, desaparecido numa tempestade. Ao
longo desta peregrinação, vai-nos dando a ver a vida no céu,
com os seus prodígios, os seus mistérios, e também os seus
desacertos, ao mesmo tempo que estabelece ligações com toda
uma galeria de personagens extraordinárias – uma curandeira
e sonhadora profissional sul-africana, um pirata indonésio
arrependido, um navegador solitário cego, além de uma jovem
adolescente rebelde, Aimeé, que conhece no mais belo
dirigível do mundo – o Paris. Segundo o dicionário dos
Nefelibatas, incluído no livro, as nuvens (água em estado
onírico) são o alfabeto do céu. Este romance ajuda-nos a
decifrá-las. |
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Agualusa, José Eduardo |
Nação crioula |
Romance |
A história de um amor secreto: a misteriosa ligação entre o
aventureiro português Carlos Fradique Mendes – cuja
correspondência Eça de Queirós recolheu – e Ana Olímpia Vaz
de Caminha, que, tendo nascido escrava, foi uma das pessoas
mais ricas e poderosas de Angola. Nos fins do século XIX, em
Luanda, Lisboa, Paris e Rio de Janeiro, misturam-se
personalidades, numa luta mortal por um mundo novo. |
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Agualusa, José Eduardo |
O Vendedor de Passados
(PNL-ES) |
Romance |
A história de um albino que mora em Luanda, Angola, e que
traça árvores genealógicas a troco de dinheiro. Estranho
ofício, estranho o personagem principal – o vendedor de
passados falsos, Félix Ventura – e mais estranho ainda o
narrador: uma osga, um tipo de lagartixa. É ela que vai
contar como o albino Félix fabrica uma genealogia de luxo
para os seus clientes. São prósperos empresários, políticos
e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro
assegurado, mas falta-lhes um bom passado. A vida de Félix
anda muito bem, até que uma noite recebe a visita de um
estrangeiro à procura de uma identidade angolana… |
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Agualusa, José Eduardo |
Teoria geral do esquecimento |
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Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher
portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos,
ergue uma parede separando o seu apartamento do restante
edifício – do resto do mundo. Durante quase trinta anos
sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta,
vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Um romance
sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia,
sobre o amor e a redenção. |
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Alcoforado, Mariana |
Cartas de amor de uma freira portuguesa
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Epistolar |
Cartas de amor (presumivelmente verdadeiras, pois a história
é verídica) de uma jovem freira portuguesa do século XVII,
dirigidas ao seu amante francês que a abandonou no convento. |
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Almada Negreiros, José |
Antes de Começar |
Dramático |
A conversa entre duas marionetas que, ao descobrirem que se
podem “mexer como as pessoas”, se vão a pouco e pouco
descobrindo também a si próprias, momentos antes de começar
o espectáculo de que fazem parte. |
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Almeida, Fialho de |
A ruiva e outras histórias |
Conto |
A ruiva" ficciona um caso patológico, ao gosto naturalista:
Catarina, a protagonista, filha de um coveiro bêbado e órfã
de mãe, faz a aprendizagem da sensualidade e do vício com os
cadáveres e no ambiente sórdido do seu bairro, até que lhe
inculcam um amante, João, e depois cai na prostituição,
vindo a morrer de sífilis. |
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Amado, Jorge |
Gabriela Cravo e Canela
(PNL-ES) |
Romance |
De uma sensualidade plena de alegria, enamorada da vida
mesmo quando a vida a atraiçoa, a protagonista, Gabriela,
transforma-se num símbolo da liberdade do amor, mulher
enraizada na terra que a engendrou, dádiva de verdade que
nem o mal nem o medo, a mentira e traição poderão calar. |
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Amado, Jorge |
Teresa Batista |
Romance |
No sertão, perto da fronteira com a Bahia, aos treze anos
incompletos, a órfã Tereza Batista é vendida pela tia a um
fazendeiro pedófilo e brutal que a mantém cativa na sua
propriedade. Amadurecida precocemente, e do modo mais
doloroso, a menina tornar-se-á uma mulher valente e
decidida. Por meio de múltiplas vozes, Jorge Amado narra as
muitas vidas de Tereza Batista, sobrevivente da barbárie –
presidiária, prostituta, professora de primeiras letras,
sambista de cabaré, amante de coronel, enfermeira e líder
comunitária. |
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Amaral, Domingos |
Quando Lisboa tremeu |
Romance |
Após o violento terramoto que atingiu Lisboa em 1755,
incêndios colossais espalham-se pela cidade durante vários
dias. Enquanto as autoridades começam a reorganizar a
cidade, um pirata e uma freira fogem da Justiça, um capitão
inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um menino de 12 anos
procura a sua irmã gémea, subterrada sob os escombros. A
catástrofe ocorrida no dia de Todos os Santos mudará a vida
desse pequeno grupo de pessoas para sempre. As suas
histórias, narradas de forma peculiar pelo pirata Santamaria,
vão cruzar-se no meio do desastre que assolou Lisboa. Um
belíssimo romance, dividido em quatro partes – Terra, Água,
Fogo e Ar – ambientado num acontecimento real, sobre a
destruição e o poder das forças da natureza e do destino.
São essas forças que guiam o leitor através da história de
vida de cada um dos seus personagens que se questionam se a
tragédia foi punição divina ou casualidade. |
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Andrade, Eugénio de |
O outro nome da terra
Edição bilingue
Português/Chinês
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Poesia |
Publicado em 1988, este volume de poesia foi distinguido
com o Primeiro Grande Prémio da Poesia da Associação
Portuguesa de Escritores/ CTT e TLP. |
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Assis, Machado de |
Dom Casmurro
+ links:
projectoadamastor |
Romance |
Dom Casmurro é o romance que completa a “trilogia realista”
de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás
Cubas e de Quincas Borba, tendo sido esses dois escritos
primeiramente em folhetins.
O seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da
história que, contada em primeira pessoa, pretende “atar as
duas pontas da vida”, ou seja, unir relatos desde a sua
mocidade até aos dias em que está a escrever o livro. Entre
esses dois momentos Bento escreve sobre as reminiscências da
juventude, a vida no seminário, o seu caso com Capitu e o
ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo
central da trama. |
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Assis, Machado de |
Memórias Póstumas de Brás Cubas
(PNL-ES) |
Romance |
É após a morte que Brás Cubas decide narrar as suas
memórias. Nesta condição, nada pode suavizar o seu ponto de
vista irónico e mordaz sobre uma sociedade em que as
instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o
adultério, os comportamentos individuais e sociais não
escapam à visão aguda e implacável de Machado de Assis.
Considerado o mais importante romance brasileiro de todos os
tempos, é um texto moderno avant la lettre,
revolucionário na forma fragmentária, no tempo narrativo
não-linear, no estilo realista-irónico, e é ao mesmo tempo
um dos mais agudos retratos das elites brasileiras. |
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Azevedo, Guilherme de |
Alma nova
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Poesia |
A mais conhecida obra poética de um dos “poetas
revolucionário” da chamada “Geração de 70” (de 1870), que é
uma colectânea dos seus melhores poemas. |
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Barreto, Lima |
Contos completos |
Conto |
A importância de Lima Barreto (1881-1922) na literatura
brasileira tem sido objecto de sucessivas reavaliações. A
oralidade despojada dos seus textos e o tom memorialista e
de crónica jornalística foram duramente criticados por
contemporâneos como José Veríssimo e, ao mesmo tempo,
serviram de impulso para as vanguardas modernistas.
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Bessa-Luís, Agustina |
A Sibila |
Romance |
A acção gira em redor de Quina, a sibila. Apresenta os seus
antepassados (os pais, Maria e Francisco Teixeira com a sua
libertinagem); a infância de Quina, a sua relação com a mãe,
o pai e a irmã; conta, depois, a grande mudança operada na
jovem, quando ela, mercê de dotes que entretanto se revelam,
se descobre capaz de domínio sobre os que a rodeiam; a
partir daqui, ela é já a sibila, quer junto de elementos da
camada popular, quer junto dum mundo feminino socialmente
mais elevado (caso especial da Condessa de Monteros).
Entretanto, surge a pequena Germa, que aos poucos vai
descobrir a protagonista como “possuidora de todo o puro
enigma do ser humano, vórtice de paixões onde subsiste,
oculta, nem sempre declarada, às vezes triunfante, uma
aspiração de superação, alento sobre-humano que redime e que
transfigura”. A morte de Quina acontece quando Germa é já
adulta. |
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Bessa-Luís, Agustina |
Dicionário imperfeito
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Antologia de pensamentos de Agustina Bessa Luís sobre a mais
variada temática |
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Bessa-Luís, Agustina |
Longos dias têm 100 anos
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Romance |
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Bessa-Luís, Agustina |
O chapéu das fitas a voar
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Romance |
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Bocage |
Poesias eróticas, burlescas e satíricas
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Poesia |
Um dos livros mais polémicos da literatura portuguesa, as
“Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas”, de Bocage, é uma
antologia poética que retrata a faceta mais excêntrica do
poeta português. |
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Boto, António |
Canções
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Poesia |
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Braga, Teófilo |
Contos fantásticos |
Conto |
Coletânea de contos com temas de paixões frenéticas,
conducentes a suicídios, mortes, traições, renúncias
extremas. Uma das primeiras incursões, de um autor
português, no universo da literatura fantástico-gótica. |
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Brandão, Raul |
A morte do palhaço
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Romance |
A História de K. Maurício, palhaço de profissão e alheio da
realidade por natureza, um homem que sofre por ser incapaz
de exprimir o seu amor à mulher que ama. |
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Brandão, Raul |
Húmus |
Romance |
A obra-prima de Raul Brandão, é o primeiro romance
existencialista português que inclui traços do
expressionismo literário. Trata-se de um romance-monólogo,
centrado em dois monólogos interiores: o primeiro orador,
sem nome, e o seu alter-ego – um filósofo lunático chamado
“Gabiru”. Ambos registam a vida que decorre numa pequena
vila, ao longo de um ano, exprimindo o que vem e o que
sentem, expondo assim a contradição entre o mundo aparente e
o autêntico. |
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Brandão, Raul
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Os pobres
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Romance |
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Camareiro, Nuno |
No meu peito não cabem pássaros
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Romance |
O leitor é transportado para os arranha-céus de Nova Iorque,
para Lisboa e para a imaginação de uma criança que inventa
coisas que depois acontecem. |
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Camões, Luís de
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Obras completas- vol II |
Poesia |
Vol II da poesia de Camões. |
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Camões, Luís de
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Obras completas- vol III |
Poesia |
Terceiro volume da poesia de Camões |
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Camões, Luís de
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Os Lusíadas |
Poesia |
Poema épico de Luís de Camões. |
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Castelo Branco, Camilo |
A brasileira de Prazins |
Romance |
História de Marta de Prazins, chamada de “A brasileira” pois
está prometida, pelo pai, a um tio que fez fortuna no
Brasil, apesar de ter José Dias como seu apaixonado. |
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Castelo Branco, Camilo |
A bruxa do monte Córdova |
Romance |
A história de Angélica, uma rapariga que, sendo “a mais
formosa da sua aldeia”, a quem todos cortejam, se envolve
numa relação proibida. Com a morte do amante acaba por
enfrentar sozinha o estigma da exclusão social e da intriga. |
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Castelo Branco, Camilo |
A doida do Candal |
Romance |
Quando Simão Peixoto ameaça a irmã Lúcia com o convento para
que possa ficar com as heranças que por direito são dela,
esta pede ajuda ao primo Marcos Freire. Com ajuda de José
Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes.
Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que
acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a
notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um
filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do
Candal. |
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Castelo Branco, Camilo |
Amor de perdição
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Romance |
Retrato de uma sociedade preconceituosa, onde o amor se
transforma em desespero e morte. |
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Castelo Branco, Camilo |
Amor de salvação
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Romance |
A história da relação conturbada entre Afonso e Teodora, que
tinham sido prometidos um ao outro, desde que nasceram. |
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Castelo Branco, Camilo |
A queda dum anjo |
Romance |
Uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto, um
fidalgo transmontano, austero e conservador, encarna de
maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado,
Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e
pelo prazer que imperam na capital. |
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Castelo Branco, Camilo |
A viúva do enforcado |
Romance |
A história de Teresa, a única filha de um comerciante de
Guimarães, uma rapariga devota, até ao dia em que se
encontra e apaixona por um jovem ourives com o qual foge
para um mau casamento. |
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Castelo Branco, Camilo |
Coração, cabeça e estômago |
Romance |
A história de Silvestre da Silva, em três grandes fases da
sua vida. Uma primeira em que dedica os seus amores às
“coisas do coração”, que depois diz ser uma “tolice brava”;
uma segunda fase dedicada ao “intelecto” e, finalmente, uma
terceira em que afirma render-se aos apelos do estômago até
morrer. |
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Castelo Branco, Camilo |
Maria Moisés
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Romance |
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Castelo Branco, Camilo |
Novelas do Minho
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Novela |
Conjunto de novelas influenciadas pela escola realista que,
como o título indica, se situam na região do Minho. |
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Castelo Branco, Camilo |
O Judeu
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Romance histórico |
História da vida trágica de António José da Silva, o mais
famoso dramaturgo português do seu tempo que acabaria
posteriormente por morrer na fogueira às mãos da Inquisição. |
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Castelo Branco, Camilo |
Onde está a felicidade? |
Romance |
A história da busca da felicidade por parte de Guilherme e
Augusta. Ambos se apaixonam e tornam-se amantes, no entanto,
Guilherme abandona a jovem, seduzido pela beleza de uma
prima sua, e Augusta irá perceber que a felicidade não é
fácil de encontrar. |
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Castelo Branco, Camilo |
O retrato de Ricardina |
Romance |
Bernardo, um jovem humilde, que na infância era pastor e
aprendiz de pintor, fica subitamente rico com uma herança
que recebe. Após formar-se em Coimbra e voltar à sua terra,
apaixona-se pela bela Ricardina, filha do Abade da região,
um homem poderoso, influente e vingativo que recusa que a
filha se relacione com alguém das suas origens. Os dois
fogem, sempre perseguidos pelos capangas do pai da rapariga. |
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Castelo Branco, Camilo |
Os Mistérios de Lisboa
(PNL-ES)
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Romance |
Pedro é um órfão de 14 anos, aluno de um colégio católico.
Na procura pela identidade dos pais vai conhecer a trágica
história da vida de ambos. À sua volta, várias histórias,
entrelaçadas e interligadas, que atravessam todo o século
XIX, sobre 40 diferentes personagens: amor, paixão, crime e
adultério, onde cada um tem o seu papel no destino dos
outros. |
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Castelo Branco, Camilo |
Peças de Teatro |
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Todas as peças de teatro que Camilo Castelo Branco escreveu
em vida – 15 no total – que vão desde a hilariantes comédias
ou tocantes dramas, passando por musicais e enredos envoltos
em mistério. |
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Chagas, Manuel Pinheiro |
A história alegre de Portugal |
Didáctico |
João Agualva, professor aposentado, decide relatar de forma
fácil e idáctica a História do país a um grupo de saloios da
sua aldeia natal, situada entre Belas e o Cacém. Da época de
Viriato à Reconquista da Península Ibérica, da fundação de
Portugal aos Descobrimentos, ele vai narrando, ao longo de
dez serões, os momentos mais marcantes da História de
Portugal, de forma descontraída, simplificada e divertida,
culminando a sua narração no reinado de D. Luís I. |
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Coelho, Paulo |
O Alquimista
(PNL-ES) |
Romance |
Simples, sábia e inspiradora, esta história refaz os passos
de um pastor da Andaluzia que viaja para o deserto egípcio
em busca de um tesouro enterrado nas Pirâmides. O que começa
como uma jornada para encontrar bens materiais torna-se uma
descoberta das riquezas que escondemos dentro de nós mesmos.
As belas lições que Santiago aprende ao longo do caminho
falam-nos da sabedoria de ouvir o que diz o coração, de ler
os sinais com que nos deparamos ao longo da vida e, acima de
tudo, de seguir os nossos sonhos. |
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Coelho, Paulo |
O diário de um mago |
Romance |
Um relato dos encontros, aventuras e descobertas de um homem
(o próprio autor) em busca do verdadeiro conhecimento,
enquanto percorre a pé o Caminho de Santiago – cerca de
700km entre o sul da França e a cidade de Santiago de
Compostela, na Galiza (Espanha). Em três meses de
peregrinação, ao lado de um guia italiano, vive experiências
místicas, descobre o extraordinário entre as coisas comuns e
aprende lições fundamentais, como a simplicidade da vida e a
importância de olhar à sua volta. |
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Couto, Mia |
A Confissão da Leoa |
Romance |
Uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões
provenientes da savana. O alarme chega à capital do país e
um experimentado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à
região. Mas vê-se emaranhado numa teia de relações complexas
e enigmáticas, em que os factos, as lendas e os mitos se
misturam. |
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Couto, Mia |
Antes de nascer o mundo |
Romance |
Jesusalém, ermo encravado na savana, em Moçambique, abriga
cinco almas apartadas das gentes e cidades do mundo. Ali,
ensaiam um arremedo de vida – Silvestre e seus dois filhos,
Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria.
O passado para eles é pura negação recortada em torno da
figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o
futuro afigura-se inexistente. Silvestre afiança aos filhos
e ao criado que o mundo acabou e que a mulher – qualquer
mulher – é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos
do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E
não só isso – uma bela mulher também virá para agitar a
inércia dos dias solitários daqueles homens. |
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Couto, Mia |
Contos do nascer da terra |
Conto |
Nos trinta e cinco contos que compõem este livro, Mia Couto
traça o retrato de um povo e da sua identidade cultural.
Utiliza para isso a fantasia que, na sua escrita africana
prenhe de neologismos, possui um encanto muito próprio.
O corpo humano e a sua ligação à terra são uma constante
nestas histórias, onde as pessoas ganham raízes, ou se somem
no ar qual pássaro exótico.
Parte significativa destes contos tem inspiração na tradição
popular. |
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Couto, Mia |
Histórias Abensonhadas
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Conto |
Histórias sobre o renascer de Moçambique. |
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Couto, Mia |
Terra Sonâmbula
(PNL-ES) |
Romance |
Considerado pelo júri especial da Feira do Livro do
Zimbabwe um dos doze melhores livros africanos do século XX
– é um romance em abismo, escrito numa prosa poética. Mia
Couto vale-se de recursos do realismo mágico e da arte
narrativa tradicional africana para compor esta bela fábula. |
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Deus, João de |
Cartilha maternal
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Didático |
Publicada em Portugal em 1876, a obra é um método de
aprendizagem da leitura, que se tornou oficial em 1888, e
que ainda hoje é utilizado. |
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Deus, João de |
Flores do campo
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Poesia |
Obra poética de João de Deus. |
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Dinis, Júlio |
A morgadinha dos canaviais |
Romance |
A História de Henrique de Souselas, órfão rico residente em
Lisboa. Aborrecido com o tédio da sua vida citadina, resolve
ir repousar para uma aldeia minhota, em casa da tia
Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a bela,
elegante, inteligente e enérgica “morgadinha”, e apaixona-se
por ela. No entanto, este amor não é correspondido. |
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Dinis, Júlio |
As pupilas do Sr. Reitor |
Romance |
Os amores e os desencontros das órfãs Clara e Guida,
educadas por um velho pároco, no cenário da vida campestre
portuguesa do séc XIX, povoado por personagens cuja bondade
só é maculada pelo moralismo quase ingénuo de “comadres
intriguistas” que contribuem para o conflito amoroso. |
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Dinis, Júlio |
Os fidalgos da Casa Mourisca
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Romance |
A história dos fidalgos de Vilar dos Corvos, uma família
abalada por várias tragédias que vive numa antiga mansão do
Alto Minho, apelidada de “Casa Mourisca”. |
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Dinis, Júlio |
Poemas completos
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Poesia |
Coletânea de todos os poemas de Júlio Dinis, escritos ao
longo da sua vida, com anotações do próprio autor a explicar
ou a justificar alguns poemas. |
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Dinis, Júlio |
Serões da província |
Conto |
A antologia de contos e novelas curtas de Júlio Dinis. São
elas: “O Espólio do Senhor Cipriano”, “Justiça de Sua
Majestade”; “As Apreensões de uma Mãe”, “Os Novelos da Tia
Filomena”; “Uma Flor entre o Gelo” e “O Canto da Sereia”. |
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Dinis, Júlio |
Uma família inglesa |
Romance |
A história do amor conflituoso entre o filho de uma família
de comerciantes ingleses e a filha do seu guarda-livros, num
romance que tem como pano a cidade do Porto do séc. XIX. |
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Espanca, Florbela |
Charneca em flor
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Poesia |
O volume de poemas de Florbela
Espanca publicado
após a sua morte. |
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Espanca, Florbela |
Livro de mágoas
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Poesia |
A primeira obra poética da autora, editada em 1919. |
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Espanca, Florbela |
Máscaras do destino |
Conto |
Uma série de contos escritos por Florbela Espanca,
totalmente dedicados à memória do irmão, falecido
tragicamente num acidente de aviação. A obra reúne os
contos: “O Aviador”, “A Morta”; “Os Mortos não Voltam”; “O
Resto é Perfume”; “A Paixão de Manuel Garcia”; “O Inventor”;
“As Orações de Soror Maria da Pureza”; “O Sobrenatural”. |
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Espanca, Florbela |
O dominó preto
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Conto |
O primeiro livro de contos de Florbela Espanca, a mítica
poetisa alentejana. |
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Fonseca, Ruben |
O buraco na parede |
Conto |
Mestre na arte do conto, Ruben Fonseca dá às palavras uma
força de impacto poucas vezes obtida por outros
ficcionistas. Delegados e marginais, escritores fracassados,
pobres-diabos que se sujeitam a qualquer negócio, o sexo
como moeda podre, culpa e apartheid social entrelaçam-se
continuamente em textos inquietos e velozes, que o leitor,
perturbado e cúmplice, traga sem respirar da primeira à
última linha... |
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Freire, Paulo |
Pedagogia do Oprimido |
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A obra propõe uma pedagogia com uma nova forma de
relacionamento entre professor, estudante, e sociedade.
Dedicado aos que são referidos como "os oprimidos" e baseado
na sua própria experiência na ajuda a adultos a aprender a
ler e escrever, Freire inclui uma detalhada análise de
classes na sua exploração da relação entre o que ele chama
de "colonizador" e "colonizado." O livro continua popular
entre educadores no mundo inteiro e é um dos fundamentos da
pedagogia crítica. |
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Garrett, Almeida |
Camões
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Dramático |
Poema lírico-narrativo, considerado a primeira obra
romântica da história da literatura portuguesa. O tema é a
vida de Luís de Camões, em particular, os momentos em que
escreveu «Os Lusíadas». |
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Garrett, Almeida |
Falar Verdade a Mentir |
Dramático |
A história de Duarte Guedes, um mentiroso compulsivo, e do
seu noivado com Amália. O obstáculo ao casamento é o vício
incorrigível que Duarte tem de mentir, uma vez que o futuro
sogro só lhe dará a mão da filha na condição de não apanhar
o futuro genro em qualquer mentira, durante um dia. |
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Garrett, Almeida |
Folhas Caídas |
Poesia |
Colectânea de poesia lírica que revela grandes aspectos
inovadores, desde as imagens até à organização estrófica,
passando pelo tom coloquial, quase confessional, de muitos
dos poemas – fazendo dela a melhor obra de poesia romântica
portuguesa. |
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Garrett, Almeida |
Frei Luís de Sousa |
Dramático |
Drama em três actos, ao estilo da tragédia clássica: o peso
do destino abate-se sobre Manuel de Sousa Coutinho, D.
Madalena de Vilhena e a filha de ambos, uma família nobre do
final do século XVI, num trágico desenrolar de eventos em
que a fatalidade e os fantasmas do passado são fatais para a
felicidade conjugal e para a própria vida dos elementos da
família. |
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Garrett, Almeida |
Viagens na minha terra |
Romance |
A história da viagem do narrador a Santarém para uns dias de
descanso na casa do amigo Passos Manuel. Enquanto viaja,
também a sua mente vagueia pelo passado, pelo presente e
pelo futuro, fazendo descrições de sítios e lugares que hoje
já não se descobrem, ao mesmo tempo que analisa o Portugal
dos inícios de mil e oitocentos. E essa análise acaba por se
cruzar com a história trágico-romântica da “menina dos
rouxinóis”. |
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Herculano, Alexandre |
A harpa do crente
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Poesia |
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Herculano, Alexandre |
Eurico, o Presbítero |
Romance |
Quando a sua pátria e a sua religião se veem ameaçadas,
Eurico, um jovem guerreiro de origens humildes, disfarça-se
num misterioso cavaleiro negro e junta-se ao exército de um
dos reinos visigóticos para combater os mouros que estão a
invadir a Península Ibérica, e quando descobre que o seu
amor, a princesa Hermengarda, foi raptada pelas forças
inimigas, tudo fará para a salvar. |
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Herculano, Alexandre |
Lendas e narrativas
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Conto |
Um conjunto de histórias de raiz popular da história
medieval de Portugal. |
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Herculano, Alexandre |
O bobo |
Romance |
Romance histórico cuja narração se situa em 1128, dias antes
da batalha de S. Mamede que opôs o exército de D. Afonso
Henriques ao da sua mãe D. Teresa. Assim assistimos às
tramas medievais e à estratégia usadas por ambos os
exércitos, assim como sabemos o porquê do ódio que D. Afonso
Henriques nutre pelo conde Peres de Trava, amante da mãe.
Na intriga, um homem tem um papel fundamental, alguém que
todos menosprezam: D. Bibas, o Bobo da corte.
As personagens históricas são relegadas para segundo plano e
o enfâse é colocado em D. Bibas. É ele quem põe em relevo a
importância de valores como a lealdade e a liberdade
individual. É através das suas ações, principalmente quando
facilita a fuga dos aliados de Afonso Henriques pela
passagem subterrânea que só ele conhece, que o leitor é
convidado a refletir sobre o papel que pode vir a
desempenhar na História do seu país. |
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Junqueiro, Guerra |
A velhice do padre eterno
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Conto |
Obra composta por poemas de forte sátira anticlerical e de
uma religiosidade panteística e humanitária. |
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Junqueiro, Guerra |
Contos para a infância
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Conto |
Contos para a infância, escolhidos dos melhores autores, por
Guerra Junqueiro |
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Lispector, Clarice |
A cidade sitiada
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Romance |
A história da simplória Lucrécia, docemente desprovida de
raciocínio e/ou de consciência. |
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Lispector, Clarice |
Memórias de família |
Conto |
Contos em que as personagens – sejam adultos ou adolescentes
– se debatem nas cadeias de violência que podem emanar do
círculo doméstico. Homens ou mulheres, os laços que os unem
são, em sua maioria, elos familiares ao mesmo tempo de afeto
e de aprisionamento. Clarice Lispector trata a solidão, a
morte, a incomunicabilidade e os abismos da existência. |
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Lispector, Clarice |
O lustre |
Romance |
Percurso pelo mundo interior da protagonista, Virgínia,
desde a sua infância num remoto vilarejo do interior, até à
vida adulta numa cidade grande e solitária. Clarice não
permite ao leitor ter completo acesso ao que se passa do
lado de fora — a não ser na crua e, talvez, surpreendente
cena final. No universo subjetivo da escritora, a única
clareza está nos sentimentos. |
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Lispector, Clarice |
Perto do coração selvagem
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Romance |
A protagonista, Joana, narra a sua história em dois planos:
infância e início da vida adulta. |
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Lobo, Francisco Rodrigues |
Corte na aldeia |
Conto |
Considerada como o primeiro sinal literário do Barroco em
Portugal e um contributo importante no que se refere ao
desenvolvimento do Barroco na península Ibérica, a obra é
dedicada ao descendente da Coroa Portuguesa, D. Duarte. Na
dedicatória da obra, Rodrigues Lobo convida D. Duarte de
Bragança a preservar e ter orgulho da "língua e da nação
Portuguesa". "Corte na Aldeia" é composta de dezassete
diálogos didácticos que descrevem a vida cortesã da época,
reflectindo a frustração da nobreza portuguesa pelo
desaparecimento da corte nacional, sob a dominação filipina. |
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Lopes, Fernão |
Crónica de el-rei D. Pedro |
Narrativa |
A primeira das três grandes crónicas do primeiro cronista
régio. Composta entre 1440 e 1450, a crónica inicia-se com o
retrato do rei, descrevendo os seus gostos particulares,
como a caça, e centrando-se no seu zelo, por vezes
excessivo, na execução da justiça. A narração detém-se com
mais demora no relato da vingança e glorificação de Inês de
Castro, lembrando o cronista que o rei, ao punir os algozes
que jurara perdoar diante de seu pai, perdeu muito da boa
fama de que gozava junto do povo. Já nesta crónica, o povo
surge como personagem coletiva que, na transmissão de
histórias que ilustram o comportamento do rei, julga a ação
governativa do soberano. Ao mesmo tempo, uma outra linha de
leitura prepara o triunfo posterior de D. João I, como, por
exemplo, no sonho em que D. Pedro auspicia que o seu filho
D. João realizaria grandes feitos |
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Mãe, Valter Hugo |
A máquina de fazer espanhóis |
Romance |
Uma imagem livre do que somos hoje, consequência de tanto
passado e dúvidas em relação ao futuro. É um livro de
reflexão sobre a fidelidade na amizade ou no amor.
Entre o dramático da vida, com a idade a descontar o tempo,
e o hilariante da casmurrice e senilidade, este romance é um
retrato dos homens que perduram depois da violência mais
fracturante. É um retrato delicado e sensível da terceira
idade, com o que acarreta de ideias confusas sobre o passado
e sobre o presente. |
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Mãe, Valter Hugo |
O filho de mil homens |
Romance |
Com vontade imensa de ser pai, o pescador Crisóstomo, um
homem de quarenta anos, conhece o órfão Camilo, que um dia
aparece na sua traineira. Ao redor dos dois, outros
personagens testemunham a invenção e construção de uma
família em vinte capítulos. Ao falar de uma aldeia rural e
dos sonhos anulados de quem nela vive, Valter Hugo Mãe
atravessa temas como solidão, preconceitos, vontades
reprimidas, amor e compaixão. |
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Moraes, Vinicius de |
Para viver um grande amor |
Poesia |
‘Para viver um grande amor’ alterna poesia e prosa. As
crónicas retratam o quotidiano, e os poemas chamam a si a
tarefa da crónica e, então, surgem experiências como
‘Feijoada à minha moda’, ‘Olhe aqui, Mr. Buster’ e ‘Blues
para Emmett Louis Till’. O volume abre com um caderno de
imagens que reproduz originais de Vinicius e fotografias que
tentam recriar o universo fectivo do livro. |
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Negreiros, José de Almada |
Antes de começar |
Dramático |
A conversa entre duas marionetas que, ao descobrirem que se
podem “mexer como as pessoas”, se vão pouco a pouco
descobrindo também a si próprias, momentos antes de começar
o espectáculo de que fazem parte. |
|
Negreiros, José de Almada |
Falar verdade a mentir |
Dramático |
Peça que conta a história de Duarte Guedes, um mentiroso
compulsivo, e do seu noivado com Amália. O obstáculo ao
casamento é o vício incorrigível que Duarte tem de mentir,
uma vez que o futuro sogro só lhe dará a mão da filha na
condição de não o apanhar em qualquer mentira, durante um
dia. |
|
Negreiros, José de Almada |
Manifesto anti-Dantas
|
Panfletário |
Panfleto satírico dirigido ao escritor, médico, político e
diplomata Júlio Dantas e, tal como diz o texto, a todos os
Dantas que houver por aí. |
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Nobre, António |
Despedidas
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Poesia |
Livro de poemas do autor. |
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Nobre, António |
Só
(PNL-ES)
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Poesia |
Livro de poesia do autor. |
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Ortigão, Ramalho |
As Farpas |
Crónica |
Os textos e as análises sociais, culturais e políticas que
Ramalho Ortigão publicou na sua revista “As Farpas”, no
final do século XIX, e que lançou o jornalismo crítico em
Portugal. |
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Pascoais, Teixeira |
Elegia da solidão
|
Poesia |
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Pascoais, Teixeira |
Elegias
|
Poesia |
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Pascoais, Teixeira |
O doido e a morte
|
Poesia |
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Passos, Soares de |
Poesias
|
Poesia |
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Patrício, António |
Serão Inquieto
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Conto |
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Pedrosa, Inês |
Os íntimos |
Romance |
Cinco amigos reúnem-se num bar de Lisboa, em noite chuvosa,
para um longo jantar. Na televisão, assistem a um jogo de
futebol enquanto discutem, riem, e falam sobretudo de
mulheres.
Elas não estão à mesa; a única personagem feminina é Célia,
filha do dono do estabelecimento, que conhece bem os hábitos
daqueles cinco homens e os serve noite adentro. Mas as
mulheres permeiam este magistral romance, e mostram sua voz,
para contradizê-los, para os ajudar a relembrar amores
passados e desilusões.
Ao intercalar diferentes vozes e estilos narrativos, Pedrosa
produz uma realidade multifacetada, rica, que dá vida aos
personagens e mostra os seus conflitos e as suas dores mais
profundas |
|
Pessanha, Camilo |
Clepsidra
|
Poesia |
A fragilidade da vida e da condição humana, o fluir
inexorável do tempo, que não deixa que nada se fixe na
retina, são estes os grandes temas da obra: a efemeridade de
tudo quanto passa, a perda, a inutilidade do que se faz ou
vive. |
|
Pessoa, Fernando |
Livro do Desassossego
(PNL-ES) |
Diário |
O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, assinado pelo
seu heterónimo Bernardo Soares, é a obra mais importante e
mais profunda de Pessoa e a que mais reflete a complexidade
da sua mente. É a obra do autor que mais se aproxima do
género do romance, assemelhando-se a um diário íntimo,
ficcionado, escrito por Bernardo Soares, um ajudante de
guarda-livros, redigido a partir de um escritório da Baixa
de Lisboa, num 4.º andar da Rua dos Douradores, no qual
expõe as suas vivências, interrogações e reflexões. Esta
característica torna o livro singular, já que não tem uma
narrativa definida, com princípio, meio e fim. |
|
Pessoa, Fernando |
Mensagem
(PNL-ES) |
Poesia |
O poeta revisita e, em boa parte, cria, uma mitologia do
passado heróico de Portugal. A obra é composta por 44
poemas, agrupados em 3 partes ( “Brasão”, “Mar Português” e
“O Encoberto”) que representam as três etapas do Império
Português: Nascimento, Realização e Morte, seguida de um
renascimento. |
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Pessoa, Fernando |
O banqueiro anarquista
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Conto |
Coletânea de contos de teor filosófico e humorístico
encontrados no espólio de Fernando Pessoa. |
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Pessoa, Fernando |
Poemas completos de Alberto Caeiro
(PNL-ES)
|
Poesia |
Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Alberto
Caeiro, que reúne todos os poemas publicados nos livros “O
Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e “Poemas
inconjuntos”. |
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Pessoa, Fernando |
Poemas completos de Álvaro de Campos
(PNL-ES)
|
Poesia |
Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro
de Campos, que reúne toda a composição poética assinada com
o seu nome. |
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Pessoa, Fernando |
Poemas completos de Ricardo Reis
(PNL-ES)
|
Poesia |
Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo
Reis, que reúne toda a composição poético assinada com o seu
nome. |
|
Pessoa, Fernando |
Ultimatum, de
Álvaro de Campos
|
Poesia |
Poema da fase eufótica de Álvaro de Campos, o engenheiro
naval, heterónimo de Fernando Pessoa. |
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Queirós, Eça de |
A cidade e as serras
(PNL-ES) |
Romance |
Uma sátira dos progressos ainda canhestros dos tempos
modernos e reencontro do romancista com a paisagem da sua
meninice. Vê-se também aí, no jogo dos contrastes, o apego
nostálgico à essencialidade honesta da vida ainda natural e
limpa do interior. |
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Queirós, Eça de |
A ilustre casa de Ramires
(PNL-ES) |
Romance |
O fidalgo Gonçalo Mendes Ramires, sentindo-se incapaz de se
manter à altura da grandeza da sua linhagem, decide escrever
um romance sobre a história dos seus antepassados com o
intuito de ganhar alento para elevar o seu próprio nome, ao
mesmo tempo que tenta ganhar projeção no mundo político. |
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Queirós, Eça de |
A relíquia
|
Romance |
Com uma insuspeita verve satírica, A Relíquia é um dos mais
importantes romances do escritor português Eça de Queirós. O
autor une ironia a um profundo anticlericalismo para
criticar o exacerbado catolicismo português.
O Autor: Há 30 anos a desenhar HQs, o paulistano Marcatti é
um dos mais respeitados artistas da banda desenhada
underground no Brasil. Na sua adaptação para A Relíquia,
Marcatti mantém o seu extraordinário traço cómico-sarcástico,
abandonando um pouco os temas escatológicos para produzir
uma fiel versão da obra de Eça, trazendo para os
quadradinhos todas as características do Portugal do séc.
XIX, do fervor religioso à arquitetura lusitana – dando vida
a uma colaboração inusitada que atravessa os tempos,
complementando a ironia e o sotaque português de Queirós com
o talento e o humor perspicaz do desenhador. |
|
Queirós, Eça de |
A tragédia da rua das Flores
|
Romance |
A história de Genovena, mulher madura e amante de muitos
homens, e de Vítor, um jovem inexperiente de 23 anos, cujo
amor desenfreado conduz a trágicos eventos. |
|
Queirós, Eça de |
As minas de Salomão |
Romance |
Um experiente caçador de elefantes é procurado por um barão
inglês que lhe pede ajuda para encontrar o irmão
desaparecido em África quando procurava as lendárias minas
do rei Salomão. Quartelmar, o barão e o capitão John
enfrentam as feras na selva, atravessam o deserto, transpõem
uma barreira de montanhas e descobrem a milenária nação dos
Cacuanas, governada por um tirano sanguinário e uma
feiticeira que se diz imortal. Adaptação, feita pelo
escritor português Eça de Queirós, a partir do romance
original escrito por R. Haggard. |
|
Queirós, Eça de |
Contos
|
Conto |
Antologia de 17 Contos escritos por Eça de Queirós, nos
quais se destacam : “Singularidades de uma rapariga Loira”;
“A Aia”; “O Tesouro”; “O Suave Milagre” e “Civilização”. |
|
Queirós, Eça de |
O crime do padre Amaro
|
Romance |
O que acontece quando o padre de uma pequena cidade
portuguesa se apaixona por uma paroquiana? A resposta é dada
nesse divertido e sarcástico romance. Amaro, o pároco,
escandaliza o lugarejo e mergulha numa espiral de perdição. |
|
Queirós, Eça de |
O Mandarim |
Romance |
Teodoro é um pobre funcionário público que suspira por uma
vida melhor. Numa noite, ao ler um livro antigo, descobre
uma lenda segundo a qual um simples toque de uma campainha,
tocada a uma certa hora, mataria um homem muito rico,
algures na China, e que tal gesto traria ao seu assassino
fama e fortuna. A lenda torna-se real quando, ao acabar de
ler tais palavras, lhe surge o Diabo em pessoa,
oferecendo-lhe a campainha. |
|
Queirós, Eça de |
O mistério da estrada de Sintra |
Romance |
Um médico que está a passar de carruagem numa estrada de
Sintra é surpreendido e sequestrado por quatro figuras
mascaradas que o levam para uma misteriosa casa no meio de
Sintra. Lá dentro encontrava-se o cadáver de um homem. Daqui
se levantam várias perguntas: Quem era aquele homem; como
morreu e quem o matou. A procura de respostas a este caso
leva a uma empolgante história de intriga, suspeitas,
ameaças, duelos e sexo, numa viagem que vai de Portugal à
ilha de Malta. |
|
Queirós, Eça de |
O Primo Basílio
(PNL-ES) |
Romance |
Luísa, presa a um casamento sem amor e a um marido
constantemente ausente em trabalho, encontra um meio de
escape da sua vida rotineira, puritana e conservadora, ao
envolver-se amorosamente com o seu primo Basílio, um antigo
namorado, que fez fortuna no Brasil e que chegara
recentemente a Lisboa. |
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Quental, Antero |
Causas da decadência dos povos peninsulares
|
Conferência |
Segunda das Conferências
do Casino,
em que Antero tenta explicar as razões do atraso português e
do atraso espanhol a partir do séc. XVII. A conferência
sistematiza teses há muito defendidas por Alexandre
Herculano.
|
|
Quental, Antero de |
Sonetos
|
Poesia |
Coletânea de sonetos do poeta. |
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Ramos, Graciliano |
Memórias do Cárcere |
Memórias |
O testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi
submetido durante o Estado Novo. Uma narrativa amarga de
alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu
privações provocadas por um regime ditatorial. |
|
Régio, José |
O Príncipe com orelhas de burro |
Romance |
Era uma vez, no reino distante de Traslândia, um rei e uma
rainha que não tinham filhos. Um dia, após a rainha se ter
perdido num passeio pela floresta das fronteiras do reino,
esta encontra o espírito da floresta que lhe promete um
filho perfeito em todos os aspetos, exceto num: O príncipe
terá orelhas de burro. |
|
Sá Carneiro, Mário de |
A confissão de Lúcio |
Romance |
Narrada na primeira pessoa, a história de Lúcio é a história
de um crime e de uma confissão. Depois de dez anos de
prisão, onde cumprira pena por ter assassinado o poeta
Ricardo Loureiro, Lúcio é solto e começa a contar sua
história para, segundo ele, demonstrar sua inocência. |
|
Santos, José Rodrigues dos |
A vida num sopro |
Romance |
Portugal, anos 30. Salazar acabou de ascender ao poder e,
com mão de ferro, vai impondo a sua ordem no país. Portugal
muda de vida. Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE
cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de
Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os
dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três
acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da
rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de
Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores
tradicionais do Portugal conservador, o romance
transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado
Novo. |
|
Santos, Margarida Fonseca |
Uma pedra sobre o rio |
Romance |
Teresa é jovem, tem uma carreira absorvente como engenheira
civil, um namorado e uma amizade de muitos anos. Um dia, o
chão que tão bem conhecia, começa a ceder e ela é
confrontada com os seus medos. O mundo de certezas e falsas
seguranças em que Teresa se fechara ao longo da sua vida é
abalado por um encontro inesperado com um desconhecido.
Desse contacto nasce uma amizade que a ajudará a reconstruir
o seu próprio caminho, e a vontade de ser feliz volta a ser
um desafio. Uma Pedra Sobre o Rio é um romance sobre as
nossas dúvidas e escolhas, que nos diz que o amor e a
vontade de mudar podem ser a melhor opção… Se tivermos
coragem para isso. |
|
Saramago, José |
A bagagem do viajante |
Crónica |
Uma viagem pela selva da vida contemporânea é o que José
Saramago propõe ao leitor com estas crónicas, que partem dos
mais variados assuntos – uma cena de rua ou uma notícia de
jornal – para apresentar uma surpreendente releitura do
mundo. Das mentiras da política e da publicidade à poesia
dos pequenos gestos quotidianos, da vida secreta das cidades
aos mistérios que se escondem na criação artística, nada
escapa ao olhar arguto do escritor. |
|
Saramago, José |
A jangada de pedra |
Romance |
Uma parábola sobre o isolamento dos povos ibéricos na
Europa. Racham os Pirenéus, e a Península Ibérica
desgarra-se da Europa. Transformada em ilha – Jangada de
Pedra -, navega à deriva pelo Oceano Atlântico. A esse
espetacular acidente geológico somam-se outros insólitos que
unem os quatro personagens principais do romance numa viagem
apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e,
através desta, da arte e da cultura peninsulares. |
|
Saramago, José |
A viagem do elefante
(PNL-ES) |
Romance |
‘A viagem do elefante’ é uma ideia que Saramago elaborava
desde que, numa viagem a Salzburgo, na Áustria, entrou por
acaso num restaurante chamado ‘O Elefante’. A narrativa
baseia –se na viagem de um elefante chamado Salomão, que no
séc. XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por
extravagâncias de um rei e de um arquiduque. D. João III,
rei de Portugal e Algarves, casado com D. Catarina d’Áustria,
resolveu oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II,
genro do imperador Carlos V, nada menos que um elefante.
Esse facto histórico é o ponto de partida para José Saramago
criar uma ficção em que se encontram pelos caminhos da
Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército
que quase chegam a vias de facto e padres que querem
exorcizar Salomão ou pedir-lhe um milagre. |
|
Saramago, José |
As Intermitências da morte
(PNL-ES) |
Romance |
Cansada de ser detestada pela humanidade, a Morte resolve
suspender as suas atividades. De repente, num certo país
fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que
no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se
revela um grave problema. Idosos e doentes agonizam em seus
leitos sem poder “passar desta para melhor”. Os empresários
do serviço funerário vêem-se “brutalmente desprovidos da sua
matéria-prima”. Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma
superlotação crónica, que não pára de aumentar. O negócio
das companhias de seguros entra em crise. O
primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal
se desconsola, porque “sem morte não há ressurreição, e sem
ressurreição não há igreja”. Um por um, ficam expostos os
vínculos que ligam o Estado, as religiões e o quotidiano à
mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua
intermitência, a Morte pode a qualquer momento retomar os
afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já
habituada ao caos da vida eterna? Ao fim e ao cabo, a
própria morte é o personagem principal desta “ainda que
certa, inverídica história sobre as intermitências da
morte”. É o que basta para o autor, misturando o bom humor e
a amargura, tratar da vida e da condição humana. |
|
Saramago, José |
Caim |
Romance |
Saramago reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob
o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu
irmão, trava um incomum acordo com Deus e parte numa jornada
que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins
da criação.
Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, José Saramago nos
deu sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele volta-se
para os primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio,
imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado
que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago
percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos
e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra
secular, e de certo modo involuntária, entre criador e
criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos
conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente.
Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a
própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel
e primogénito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à
dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que
insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na
testa e portanto está protegido das iniquidades do homem,
resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a
quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo
de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o
habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento,
Saramago recria também os seus protagonistas, dando-lhes uma
roupagem ao mesmo tempo complexa e irónica, cujo tom de
farsa da narrativa só faz por acentuar. |
|
Saramago, José |
Claraboia |
Romance |
Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua
modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias
simultâneas que compõem este romance da juventude de José
Saramago. Os dramas quotidianos dos moradores — donas de
casa, funcionários remediados, trabalhadores manuais — tecem
uma trama multifacetada, repleta de elementos do consagrado
estilo da maturidade do escritor, em especial a maestria dos
diálogos e o poder de observação psicológica. As janelas,
paredes e corredores do velho edifício lisboeta são
testemunhas privilegiadas das pequenas tragédias e comédias
representadas pelos personagens. As peripécias de Lídia, uma
bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um
jovem outsider à procura de um sentido para a vida,
contrapõem-se ao árduo quotidiano dos outros moradores. As
narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as
divisões internas do prédio, do piso térreo ao segundo
andar. |
|
Saramago, José |
Ensaio sobre a cegueira |
Romance |
Um motorista parado no sinal descobre-se subitamente cego. É
o primeiro caso de uma “treva branca” que rapidamente se
espalha, incontrolável. Resguardados em quarentena, os cegos
perceber-se-ão reduzidos à essência humana, numa verdadeira
viagem às trevas. O “Ensaio sobre a cegueira” é a fantasia
de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter
olhos quando os outros os perderam”. José Saramago dá, aqui,
uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à
beira de um novo milénio, impondo-se à companhia dos maiores
visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada
leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto
onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago
obriga-nos a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a
lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor
e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se
perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que
somos”. |
|
Saramago, José |
Folhas políticas
|
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Textos escritos entre 1976 e 1998. |
|
Saramago, José |
Levantado do Chão |
Romance |
Publicado em 1979, conta a saga de várias gerações da
família Mau-Tempo, formada por trabalhadores rurais da
região do Alentejo.
Foi o romance que começou a chamar a atenção para o nome de
Saramago, veterano jornalista português, até então autor de
poucos livros. |
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Saramago, José |
Manual de pintura e caligrafia |
Romance |
“Manual de pintura e caligrafia” é de 1977, anterior,
portanto, a obras como “Levantado do chão”, “Memorial do
convento”, “O ano da morte de Ricardo Reis” e outras que
foram afirmando José Saramago como um dos mais conhecidos
escritores da ficção portuguesa contemporânea. O “Manual” é
um romance, embora, como o nome diz, seja também um tratado,
no sentido da pedagogia medieval, no bom sentido das obras
de Rousseau e no melhor sentido do fingimento pessoano, este
de que se faz a arte de imitar o mundo pela pintura, a
pintura pela linguagem, a linguagem pelo mundo… |
|
Saramago, José |
Memorial do convento
(PNL-ES) |
Romance |
A pretexto de escrever um livro sobre a história da
construção de um convento em Mafra no séc. XVIII, Saramago
inventou uma história outra, na qual entram figuras
inesquecíveis, como Sete-Sóis e Sete-Luas, o padre
Bartolomeu de Gusmão com a sua passarola, e o compositor
Scarlatti com o seu órgão e a sua música, e mais reis e
rainhas e princesas, e mais uma pedra descomunal que precisa
ser transportada a longa distância, e ainda o que acontece
durante o transporte. |
|
Saramago, José |
O Caderno |
|
Textos de Saramago postados quase diariamente no seu blogue
entre setembro de 2008 e março de 2009; trata-se de um
relato de vida, um diário intelectual e sentimental, em que
o autor conta o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe
apetece. Comenta o minuto, mas também recupera uma
declaração de amor a Lisboa. Fala, por exemplo, dos seus
autores preferidos, do papa, de Fernando Pessoa, e de
tantos lutadores pacíficos que conseguiram mudar o mundo ou
o tentam mudar. Texto-carta inteligentes, diretos, sem
artifícios. |
|
Saramago, José |
O evangelho segundo Jesus Cristo |
Romance |
Menos interessado na omnipotência do divino que na frágil
mas tenaz resistência do humano, Saramago reconta de forma
irónica e crítica uma das histórias mais conhecidas no
ocidente, dotando-a de corpo, cheiro, sensações,
ambiguidades e novos significados recônditos. |
|
Saramago, José |
O homem duplicado |
Romance |
O professor de história Tertuliano Máximo Afonso descobre,
certo dia, que é um homem duplicado. Ao assistir a um vídeo,
reconhece-se num outro corpo, idêntico ao dele próprio – um
dos atores do filme é seu sósia. Os desdobramentos desta
história são imprevisíveis, mas o romance de José Saramago
não tem nada a ver com clonagem ou outras experiências de
laboratório. O que está em jogo é a perda da identidade numa
sociedade que cultiva a individualidade e, paradoxalmente,
estabelece padrões estreitos de conduta e de aparência. Em
‘O homem duplicado’, José Saramago constrói uma ficção
apoiada na questão da perda do eu no mundo globalizado. |
|
Saramago, José |
Objeto Quase |
Conto |
Publicadas em 1978, essas seis narrativas breves e tensas
evidenciam as raízes do maravilhoso em Saramago.
Absurdas, líricas, irónicas, elas traduzem um capitalismo em
agonia, atmosfera de fim de linha, de sociedades em que os
bens de consumo circulam às expensas da própria vida. Daí a
escrita que se move em ciclos, emulando ritmos alternados de
crise e prosperidade, parodiando a circulação também
incessante, distanciada e sem sentido das mercadorias. E,
apartada do mundo, a consciência elabora a sua vingança.
Talvez a maior de todas seja a linguagem, que se destina a
ferir e referir as coisas à distância. Daí o permanente
poder de crítica desses escritos, capazes de fundir, com
extrema habilidade e conhecimento de causa, o poético e o
político. |
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Saramago, José |
Terra do pecado |
Romance |
O primeiro romance publicado por José Saramago, trinta anos
antes de Levantado do Chão, o livro que abriu para o autor o
coração dos leitores. Durante meio século esquecido e
rejeitado, o autor reintegra-o hoje na sua obra, pelas
razões que ele próprio explica no “Aviso” que antecede a
obra. |
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Silva, António José da |
Guerras do Alecrim e Mangerona
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Dramático |
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Soares, Jô |
O Xangô de Baker Street |
Romance |
Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas
cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso
Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos
famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um
pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga
cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas,
intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. O
britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo
esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de
Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar – por
motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para
felicidade do leitor Jô Soares resgata neste romance
implacável e impagável. |
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Telles, Lygia Fagundes |
Ciranda de pedra
(PNL-ES) |
Romance |
Quando um casal de classe média se separa, a filha mais
nova, Virgínia, é a única das três filhas que vai morar com
a mãe. É do ponto de vista dessa menina deslocada e
solitária que se narram os dramas ocultos sob a superfície
polida da família. Loucura, traição e morte são as forças
perversas que animam este singular romance, que já na época
do seu lançamento, em 1954, chamou a atenção para o talento
e a originalidade da literatura de Lygia Fagundes Telles.
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Tordo, João |
O livro dos homens sem luz |
Romance |
Um homem desiludido com a vida e atirado num abismo de
solidão decide retirar-se do mundo, enclausurando-se num
pequeno apartamento, de onde passa os dias observando dois
vizinhos do prédio da frente: um estudante com insónia e um
brutamontes que gasta o seu tempo livre a andar de um lado
para o outro. Este é o ponto de partida da obra de estreia
do autor, que reúne personagens que, por razões diversas,
decidem deixar de ser visíveis e mergulham, ora nas sombras
de uma Londres gótica, ora no lado mais escuro de uma
Brighton. |
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Vários |
Contos de Natal Portugueses |
Conto |
O Suave Milagre
- Eça de Queirós; Natal - Mário de Sá-Carneiro (Poema); O
Presépio - D. João da Câmara; Lenda do Bolo-Rei -
da tradição popular portuguesa; O Natal Minhoto -
Ramalho Ortigão; O Nascimento de Cristo - Bocage
(Poema); Lenda de Natal - Júlio Brandão; A
Consoada - Abel Botelho; Lenda do Pinheiro de Natal
- da tradição popular portuguesa; Os Pastores - Gomes
Leal (Poema); A Noite de Natal - José Ferreira;
Dia de Natal - Fernando Pessoa (Poema); Natal dos
Pobres - Raul Brandão; Lenda da Missa do Galo -
da tradição popular portuguesa; A Prenda de Natal -
Carlos Malheiro Dias; Natal em Família - Afonso
Duarte (Poema); Conto de Natal - Fialho de Almeida;
Lenda do Madeiro - da tradição popular portuguesa;
As Janeiras - Brito Camacho; O Pai Natal - Pina
de Morais |
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Verde, Cesário |
O livro de Cesário Verde
(PNL-ES) |
Poesia |
Cesário Verde (1855-1886) é um desses artistas que se
localizam no entroncamento entre várias escolas estéticas,
jamais se identificando integralmente com uma ou outra, mas
forjando uma obra versátil e de facetas múltiplas.
Considerado parnasiano por uns, correspondente português do
poeta francês Baudelaire por outros, tratando de temas da
predileção dos realistas, Cesário levou uma vida digna de
escritor romântico. Os seus poemas, que tratam da vida de
Lisboa e da vida agrícola dos arredores da capital
portuguesa, foram desprezados pela crítica da época. Morreu
na cidade natal, em decorrência do chamado mal-do-século. No
ano seguinte à sua morte, o seu amigo Silva Pinto reuniu e
publicou a sua obra, esparsa, densa e vigorosa, sob o título
de O livro de Cesário Verde . |
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Veríssimo, Erico |
Clarissa |
Romance |
As descobertas de uma jovem de treze anos, otimista e
confiante, que se muda do interior para a capital do Rio
Grande do Sul, para estudar. Clarissa mora na pensão da tia
Eufrasina com os olhos voltados para o futuro, e é o
contraponto de Amaro, outro morador da pensão, músico
malsucedido e preso a sonhos por concretizar. |
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Veríssimo, Erico |
Olhai os lírios do campo |
Romance |
Eugénio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma
médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na
elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a
virar as costas à família, deixar de lado antigos ideais
humanitários e abandonar a mulher que realmente ama.
Sensível, comovente, “Olhai os Lírios do Campo” é um convite
à reflexão sobre os valores autênticos da vida. |
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Veríssimo, Luis Fernando |
As mentiras que os homens contam |
Conto |
Quantas vezes mente por dia? Calma, não precisa responder
agora. Também não é sempre que conta uma mentira. Só de vez
em quando. Na verdade, quando mente, é porque precisa. Para
proteger o outro – e de preferência, a outra. Foi assim com
a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Uma questão de
sobrevivência. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia
dentro de casa, para uma noite mais simpática com os amigos. |
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Vicente, Gil |
Auto da Alma
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Dramático |
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Vicente, Gil |
Auto da Barca do Inferno |
Dramático |
O que acontece à alma depois da morte do corpo? O julgamento
dos pecadores no pós morte, feito à beira de um cais, onde
aguardam dois barqueiros: um que conduz a Barca da Glória (o
Anjo), outro a Barca do Inferno (o Diabo). Por esse porto
passarão diversas almas que irão expor o que fizeram em vida
para se decidir assim em que barca têm direito a entrar. |
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Vicente, Gil |
Auto da Índia |
Dramático |
Constança, insatisfeita com as longas ausências do marido
que a deixa sozinha quanto parte em viagens até à Índia,
adota uma vida libertina, tomando para si vários amantes. |
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Vicente, Gil |
Farsa de Inês Pereira
(PNL-ES) |
Dramático |
Tendo como mote um ditado popular, “mais vale asno que me
leve que cavalo que me derrube”, Gil Vicente escreveu esta
comédia de costumes retratando o comportamento amoral da
degradante sociedade da época.
Inês Pereira é uma moça bonita e solteira que se vê obrigada
a passar o dia dedicada às tarefas domésticas. Inês anda
sempre a queixar-se e vê no casamento a chance de se livrar
daquela vida. Idealiza o noivo como um moço bem educado,
cavalheiro, que soubesse cantar e dançar, enfim, que fosse
um fidalgo capaz de lhe dar uma vida feliz. |
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Vicente, Gil |
Monólogo do vaqueiro |
Dramático |
Este auto apresenta uma "visitação" (visita habitualmente
feita pelo rendeiro ao seu senhor, por alturas do Natal com
o objetivo de lhe oferecer presentes).
Ao entrar na sala, o Vaqueiro apresenta os seus companheiros
e os respetivos presentes (leite, ovos e queijos) para o
príncipe recém-nascido. |
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Vicente, Gil |
O velho da horta |
Dramático |
Frustrada paixão de um velho por uma jovem zombeteira que
vem à sua horta comprar verduras. Por meio do diálogo entre
o velho e a jovem, Gil Vicente capta a crueza de uma
situação que oscila entre o ridículo e o ilusório |
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Vieira, José Luandino |
Nosso musseque |
Romance |
Um retrato do musseque de Luanda, retrato físico,
paisagístico e humano, que só um grande escritor pode
conseguir. A galeria de figuras humanas que o romance nos
apresenta constitui um vasto mundo que, pela arte com que
está apresentado, fascina o leitor e arrasta-o
irremediavelmente para dentro de si. |
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Vieira, Padre António |
Sermão de Santo António aos peixes
(PNL-ES) |
Oratória |
Alegoria que faz considerações sobre as virtudes e os vícios
humanos elaborado em paridade com a lenda de St. António na
qual se diz que o santo, descontente com os hereges que o
não quiseram ouvir, se dirigiu à beira mar e pôs-se a pregar
aos peixes que, em cardumes, acorreram a escutá-lo com a
cabeça fora da água, e que a população local, ao ver tal
milagre, se converteu também. |
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